A.N.C. - Bandeiras Navais Portuguesas


Associação Nacional de Cruzeiros



BANDEIRAS NAVAIS PORTUGUESAS

Estas foram as bandeiras navais usadas desde o reinado de D.João II até ao início do nosso século. O uso de bandeiras como forma de distinguir nacionalidades é relactivamente moderno. No início do séc.XV os navios portugueses distinguiam-se pelas formas do casco, tipo de aparelho e pela cruz vermelha da Ordem de Cristo que traziam pintada nas velas. Os navios de combate arvoravam os estandartes reais, e mais frequentemente os guiões e as bandeiras dos seus capitães. A partir do reinado de D.João II, que fixou definitivamente a forma do escudo de armas, e com o desenvolvimento da navegação tornou-se necessário o uso de bandeiras distintivas da nacionalidade portuguesa.

Além das bandeiras também se usavam distintivos de comando.


 
Bandeira das Quinas. A bandeira heráldica de Portugal
Bandeira das Quinas reais
 
 
Navios de comércio.
Insígnia particular de D.Manuel. Foi usada pelos navios mandados à descoberta e pelos que navegavam para as conquistas. Por vezes tinha no reverso o escudo das armas reais ou a cruz da Ordem de Cristo enterlaçada de ouro.
 
 
Bandeira de Cristo também chamada da Cruz. Era a bandeira das armadas da Índia, e a princípio só o capitão-mor a podia arvorar na sua nau.
Variação da anterior com uma orla branca.
 

Grandes estandartes que eram envergados nos topos dos mastros e nas vergas.


Durante o domínio espanhol os navios de comércio perderam pouco a pouco o hábito de arvorar a bandeira portuguesa, a qual era substituida pela espanhola ou de qualquer outra nação. Esta triste prática continuou ainda por muitos anos mesmo depois da restauração.

 
Usada durante o domínio espanhol até 1616. A armada da Índia continuou a usar a cruz de Cristo.
Durante a regência e reinado de D.Pedro II usada pela armada e navios mercantes com mais de 20 peças de artilharia.
Generaliza-se o uso a partir de D.Maria.
Como à distância se confundia com a espanhola em 1616 o marquês de Alenquer, governador do reino, pôs uma ramagem sobre o branco. Esta aludia ao seu apelido Silva.
 
 
Estandarte real. Só podia arvorado pelo capitão-general da armada da coroa e pelo capitão-general dos galeões da Índia.
Deixa de ser usada a partir do reinado de D.José.
Reverso do estandarte real.
 
 
Navios da armada do comércio e frotas do Estado do Brasil, que tivessem menos de 15 peças de artilharia.
No reinado de D.Pedro II usada pelos navios mercantes com menos de 20 peças de artilharia.
Galeões da Índia. A partir de 1670 a coroa foi suprimida.
 
 
Navios mercantes do reino. Deixou de ser usada a partir de D.Pedro II.
Comércio da Índia.
 
 
Comércio do Brasil
Comércio das missões. Chamavam a esta bandeira pavilhão para converter a América. O frade representava, segundo uns Sto.António, segundo outros S.Pedro Gonçalves Telmo.
 
 
Navios mercantes do Porto. Geralmente usado pelo comércio de cabotagem.
Bandeira ordinária ou seja a nacional
 
 
Bandeira de guerra
Armada e frota da companhia do Grão-Pará e Maranhão.
 

No reinado de D.Maria desaparecem as bandeiras usadas até então, ditado pelo decréscimo considerável da navegação e pela extinção das empresas comerciais. Apenas continuam em uso as da armada do comércio e frotas do Estado do Brasil, a do Comércio do Brasil e generaliza-se o uso da bandeira branca com o escudo e a coroa.

 
Armada e frota da companhia do Pernambuco e Paraíba.
Reino Unido de Portugal e Brasil. Bandeira nacional.
 
 
Governo de D.Miguel. Bandeira nacional.
Governo de D.Miguel. Jack nacional.
 
 
Regência da Ilha Terceira. Bandeira nacional.
D.Pedro IV. Estandarte imperial.
 
 
D.Pedro IV. Bandeira nacional
Estandarte real desde 1834.
 
 
Bandeira nacional desde 1834.
Jack nacional.
 

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Última actualização : 23 de Março de 1998
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