A.N.C. - Embarcações Tradicionais - Sul

Associação Nacional de Cruzeiros
EMBARCAÇÕES TRADICIONAIS
(Sul)
Embarcações tradicionais à vela no sul, de Sines a V.R. de Sto.António, já não existem mesmo.
A notícia da vontade da construção de algumas réplicas do caíque algarvio é com certeza um
sinal que também no sul não se quererá perder um pouco da nossa história marítima.
Estas embarcações também foram desenhadas pelo Arq.Telmo Gomes, que também é uma maneira de não
esquecermos o nosso passado, não muito longínquo.
Caíque do Algarve
Embarcação típica do sotavento algarvio (entre a Faro e V.R. Sto.António) de extraordinárias
qualidades náuticas. Existe quem defenda que o caíque é herdeiro das caravelas dos
descobrimentos. Os dois mastros divergentes e as duas grandes velas latinas são uma das
suas características. Possui convés corrido com uma gaiuta a ré e uma ou duas escotilhas de
acesso aos interiores. Media de 15 a 20 metros de comprimento e tinha uma numerosa tripulação
que podia ir até 30 homens. Há notícia de terem navegado até ao Brasil e sul de Angola.
Como curiosidade refira-se que, quando a tripulação estava em terra, eram guardados por dois
cães-de-água.
Canoa do Espinel
Esta embarcação de Olhão era destinada à pesca da arte do espinel. Nem sempre eram usadas na
arte e por vezes faziam transporte da pescaria entre portos. Tinha boca aberta e coberta corrida
com leme de cana por fora. Tal como o caíque armava dois panos latinos em mastros divergentes.
Enviada da Arte da Chávega
Esta embarcação de Monte Gordo é do tipo canoa com a tolda corrida. A roda de proa é
ligeiramente curva encimando o capelo a tradicional borla. Não era empregue somente na
arte e fazia o transporte da pescaria entre os barcos do largo e terra, daí o nome
enviada.
Possui normalmente quatro remos, dois por bordo, para uma tripulação que oscilava entre os
seis ou oito homens.
Enviado do Atum
É uma bela e elegante embarcação de Vila Real de Sto. António. Usada na pesca do atum, possui um
casco de quilha de forma alongada e uma ré cortada em painel que suporta um leme muito inclinado
para trás.
Tem dois mastros divergentes com panos latinos, estai que amura em vara de gurupés, armando a
mezena uma vela de espicha. Apresenta dois a três remos por bordo e nome de enviado advém
do facto de também fazer transporte da pescaria entre embarcações do largo e terra.
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Última actualização : 7 de Outubro de 1999
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