
De construção muito simples, o catavento é composto por uma lâmina que gira em
torno de um eixo pela acção do vento. Vem desde os tempos dos gregos e além de indicador da
direcção do vento serve ao mesmo tempo de ornamento.
Durante a Idade Média começa a ter grande difusão e aparece usualmente como remate das torres
das igrejas. Começou por ser um sinal de nobreza e só as casas nobres, eclesiásticas e militares
tinham o direito de o possuir.
Em termos ornamentais, e sobretudo a partir do séc.XV e XVI, os motivos são os mais variados:
anjos, setas, temas mitológicos, barcos, insígnias eclesiásticas, animais, etc.
Catavento com barco | Os temas náuticos, como barcos, peixes, sereias e outros, são muito vulgares nas cidades ou vilas portuárias. | Sereia |

Nos navios o catavento não terá este aparato todo e o aspecto decorativo foi posto um pouco de parte. O objectivo é saber a direcção do vento, nestes casos a direcção aparente, de modo a manobrar melhor as velas. Diversos tipos são usados ainda hoje. Desde uma bandeira de chapa ou outro material a tope do mastro grande até a fitas de tecidos leves nos brandais ou bandeiras nas bordas são o auxiliar suficiente para detectar as mudanças de vento. Por vezes algumas girouettes têm indicadas o limite de ângulo de orça.

A electrónica também já invadiu a tradição e a qualquer momento é possível ler a direcção do vento, aparente ou mesmo real, com uma precisão de grau. Mesmo assim o antigo encanto de olhar a tope ou para as flâmulas içadas não se perdeu e ainda podemos ver os olhares a lerem o vento pelas fitas dos brandais ou pelo drapejar das bandeiras.

Na náutica existem algumas expressões associadas a este instrumento, e catavento pode também querer dizer o lugar onde se coloca o oficial que comanda a manobra. Se a ausência de vento for completa, ou quase, também se diz que o catavento está morto! Mas pelo menos este ressuscita com qualquer brisa ...
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