
O Yacht Club de Tânger, que pôs à disposição as instalações, restaurante e praia privativa do clube, obsequiou-nos com regatas de cruzeiro e vela ligeira em honra da nossa presença e uma recepção com entrega de prémios. Nas regatas de vela ligeira, as frotas disponíveis (Laser, 470, 420, Caravelle e Prancha à Vela) foram partilhadas entre velejadores marroquinos e
portugueses, numa jornada de amigável despique e confraternização.
Nas de cruzeiro, disputadas em triângulo olímpico na magnífica baía de Tânger, não havendo barcos locais, os portugueses integraram nas tripulações uma vintena de crianças marroquinas das Escolas de Vela do YCT. Sendo o presidente do
YCT simultaneamente presidente da Federação Marroquina de Vela, foram lançadas as bases para jovens
velejadores fazerem estágios em intercâmbio nos dois países e para a organização de uma frota
marroquina de cruzeiro que em breve retribua a nossa visita.
A Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos aproveitou esta Embaixada da Marinha de Recreio Portuguesa para fazer uma exposição sobre os Descobrimentos no Consulado Português em Tânger, a cujo "cocktail" de inauguração
compareceram, além dos participantes no cruzeiro, agências noticiosas e a televisão locais, vários
representantes diplomáticos estrangeiros e, facto considerado muito excepcional, uma princesa real, tia do
rei Hassan II, em sua representação.
As únicas notas menos agradáveis neste cruzeiro foram as más condições de acostagem no porto de Tânger, a que se juntaram um estranho convite fora do programa para um jantar que não se concretizou e uma excursão de autocarro marcada para um dia e hora em que nada aconteceu, aparentemente porque tinham mudado, pela via eleitoral, os responsáveis da entidade anfitriã e
os actuais alegaram não lhes ter sido passado tal assunto. A excursão foi realizada 2 dias depois, a expensas da ANC. As condições de acostagem, com barcos abraçados a quatro e vários metros de escadas de quebra-costas para escalar a muralha na baixa-mar, puseram compreensíveis problemas a quem tinha a bordo crianças, gente de alguma idade e, nalguns casos, cães.
Naturalmente, num cruzeiro em que era permitido sair e entrar quantas vezes se quisesse, uma parte da frota decidiu voltar a Espanha e continuar férias com mais conforto. A falha do jantar e o adiamento da excursão levaram mais uns quantos a seguir os primeiros e 35 dos 57 barcos cujo destino final era Tânger aguentaram desportivamente os últimos 2 dias em Tânger. Gozaram assim a excursão e visita guiada a Arzila, onde se almoçou, a visita às grutas de Hércules e ao Museu Forbes, com passagem pelo Cabo Espartel.
O cruzeiro foi encerrado com um lauto jantar típico marroquino, oferecido pela Comunidade Urbana de Tânger num hotel de luxo, com exibição de cavaleiros, reconstituição de um casamento berbere (só a parte do desfile, evidentemente), música e espectáculo de variedades com acrobatas, encantadores de serpentes, ilusionistas, faquires, etc.. O tempo esteve excelente, nem sequer muito calor, pouco vento na costa portuguesa, um vento de encomenda (contrário ao temido Levante) no troço Chipiona-Tânger e durante as regatas em Tânger.
O apoio por terra foi muito solicitado, para avarias e para a burocracia. Por mar, o NE POLAR deu uma preciosa
ajuda nas chamadas gerais e animou algumas noites com o seu grupo musical.
De registar também o apoio da Administração do Porto de Lisboa, Império, C. Naval de Lisboa, Refrige/Coca-Cola, Centralcer,
Vidago Melgaço & Pedras Salgadas, Unicer, Marconi, Caves Aliança, SIVA e Iglo, que contribuiram nas áreas da sua
especialidade para que este cruzeiro fosse uma sucessão quase ininterrupta de acontecimentos
agradáveis.
Página principal da A.N.C.
Coloque aqui o seu correio, sugestões, ou informações.