
Igualmente não programada, mas resultando muito interessante, foi a escala na Graciosa, escolhida por seis embarcações no percurso Terceira-Faial. O resto foi o que estava anunciado.
A MARCONI-Açores ofereceu um excelente beberete de boas vindas nas instalações do Clube Naval de Ponta Delgada. Este clube facilitou as suas modernas instalações.
A Secretaria Regional da Juventude ofereceu uma visita a S. Miguel, em autocarro, durante a qual a Câmara
Municipal de Vila da Povoação comparticipou com 50% do almoço de cozido nas Furnas (a ANC cobriu
os restantes 50%). Em P. Delgada integrou-se a frota na Atlantis Cup, que terminou na Horta com o
SIRLI em 2º lugar na sua classe.
Na Terceira, a Junta Autónoma do Porto de Angra pôs duches e sanitários à disposição, a Câmara Municipal ofereceu um requintado jantar no seu Salão Nobre e a Direcção Regional dos Assuntos Culturais proporcionou um passeio turístico e um almoço típico. No Faial foi a apoteose com a Semana do Mar, em cuja cerimónia de abertura foi citada a ANC e os seus
velejadores, com muita emoção por serem a primeira representação notória de uma frota do Continente,
exactamente na 20ª edição daquele evento.
O Observatório Príncipe Alberto I foi visitado; a Câmara Municipal da Horta ofereceu um almoço típico e uma excursão em autocarro por toda a Ilha, guiada pelo Sr. Dr. Renato Leal, Presidente da Câmara, que numa afirmação de anti-vedetismo e carinhosa atenção para com os cruzeiristas, o fez esforçada e brilhantemente, lembrando que começara a trabalhar
exactamente naquela actividade, aos 14 anos de idade. Durante a excursão guiada ao Pico, oferecida pela
Secretaria Regional do Turismo e Ambiente, os cruzeiristas foram recebidos pelo Sr. Secretário Regional,
Dr. Eugénio Leal, em sua casa, onde foi servido um agradabilíssimo almoço típico.
Nas regatas da Semana do Mar, o Clube Naval da Horta foi o anfitrião. A frota ANC portou-se à altura do evento
internacional que elas constituem: o COR CAROLI e o FAROFINO ganharam todas as regatas das
respectivas classes, o GUYKA teve um 3º. Tudo isto valorizado pela paisagem, simpatia e sentido de
hospitalidade açorianos.
O CAPIBESTE, tendo fundeado numa fajã de S. Jorge para se resguardar de ventos rijos entre a Terceira e o Faial, viu serem-lhe oferecidos, aos molhos, produtos hortícolas ali cultivados pela população.
O NOFRET, no regresso a Lisboa e com vários dias de calmaria e navegação a motor, já pensava em desligá-lo e ficar à espera de vento quando foi alcançado por um cargueiro. Via rádio perguntou-lhe se não teriam gasóleo para vender. O cargueiro parou as máquinas, passou 150 litros de gasóleo ao NOFRET e desejou boa viagem sem cobrar um tostão.
Não esqueçamos também o apoio da Marinha de Guerra, que zelou pela frota na ida e na volta, das Capitanias dos Portos, Polícia Marítima, Brigada Fiscal e Alfândega, que isentaram as embarcações de taxas e formalidades.
O Cruzeiro foi possível a custos reduzidos, graças a patrocínios como os da Comissão para as Comemorações dos
Descobrimentos Portugueses, Companhia de Seguros Império, Administração do Porto de Lisboa, Câmara
Municipal de Lisboa, Centralcer, Unicer, Refrige/Coca-Cola, Caves Aliança, Vidago e Cion.
Uma palavra de agradecimento ao SANTA MÓNICA, que serviu de eixo de comunicações entre a frota e entre esta e terra.
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