Historial

Um pouco da nossa actividade

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CRUZEIROS (ANC) resultou da fusão das anteriores Associação de Pequenos Veleiros de Cruzeiro (APVC) e Associação de Veleiros de Cruzeiro (AVC), em 28 de Fevereiro de 1994, num processo amistoso traduzido na sua aprovação, por unanimidade, pelas assembleias gerais de ambas as precursoras.

 Associação de Pequenos Veleiros de Cruzeiro (APVC)  Associação de Veleiros de Cruzeiro (AVC)
Esta nova Classe de Vela integra cerca de 1000 veleiros e, contando com as respectivas tripulações, mais de 4000 praticantes. Tem como finalidades:
  • Desenvolver a Vela de Cruzeiro nas suas vertentes desportiva, social, cultural, de formação em marinharia e segurança no mar;
  • Implantar a classe nos vários portos de recreio do País. (De momento, existem já delegações em Setúbal, no Algarve e nos Açores);
  • Defender os interesses dos associados enquanto proprietários de embarcações que necessitam de aparelhagem complexa, manutenção, seguros, enquadramento legal e estruturas de apoio portuário.
A ANC herdou as tradições da APVC, pioneira de uma fórmula nacional para pequenos cruzeiros e organizadora do 1º cruzeiro a Marrocos, em 1990, e da AVC, que dinamizou a vertente cruzeirista levando 109 barcos à Expo 92, em Sevilha, unindo o Continente à Madeira e Porto Santo em 1993, e abrindo as rotas interiores em cruzeiros anuais até Valada do Ribatejo e Alcácer do Sal.
 
Em 1994 organizou uma Embaixada da Marinha de Recreio Portuguesa ao Reino de Marrocos, com o habitual alto patrocínio da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, integrada na celebração dos 600 anos do nascimento do Infante D.Henrique e apoiada, entre outras entidades, pela Marinha de Guerra, pelo Círculo de Amizade Portugal-Marrocos e várias empresas patrocinadoras. Sessenta veleiros tocaram os portos portugueses de Sines, Lagos e Portimão, os espanhóis de Mazagón e Chipiona e, em Marrocos, o de Tânger.
 
Em 1995 o cruzeiro de alto-mar foi aos Açores, visitando as ilhas de S. Miguel, Terceira, Faial e S. Jorge, participando nas regatas internacionais Atlantis Cup (Ponta Delgada-Angra do Heroísmo-Horta) e nas da Semana do Mar (ao largo da Horta), que foram vencidas por embarcações da frota.
 
Em 1996 o Cruzeiro de Verão passou pelo Algarve e foi até ao Alentejo, no Pomarão, o que permitiu conhecer o rio Guadiana e a hospitalidade das suas gentes. Desta vez não foi preciso ir tão longe para descobrir novos rumos mesmo dentro de Portugal. Os regatistas ainda tiveram tempo de medir forças em algumas regatas que se organizaram.
 
O Algarve serviu de novo como cenário para parte do cruzeiro que em 1997 foi até El Rompido e Mazagon, no sul de Espanha. A organização, tal como em 1996, foi feita em conjunto com a Associação Lacobrigense de Desportos Náuticos.
 
Porto Santo foi uma vez mais destino do nosso cruzeiro de Verão em 1998. Os orgãos de comunicação locais noticiaram a nossa presença e os laços marinheiros foram reforçados quando, no regresso, os nossos veleiros acompanharam uma frota local que rumava até à EXPO'98.
 
Os pequenos cruzeiros a Valada ou até Alcácer do Sal fazem parte quase que anualmente do calendário de cruzeiros de fim-de-semana.
 
Devido ao pouco tempo disponível pelos participantes, não foi possível seguir um ambicioso programa previsto organizado pela ANC que até ao ano 2000, incluía Cabo Verde, Angola, Moçambique e India, numa progressão que seguia os itinerários portugueses dos Descobrimentos. No entanto, em 2000 a ida ao Brasil foi uma realidade encerrando este primeiro e ambicioso ciclo de actividades cruzeiristas.
 
Quase 20 veleiros foram em 2001 aos Açores. Passaram por S.Miguel, onde o Clube Naval de Ponta Delgada festejava o seu centenário, Angra do Heroísmo na Terceira, Horta no Faial e Praia na ilha Graciosa.
Outra parte da frota de cruzeiro foi até à Galiza onde se integrou com dezenas de veleiros espanhois na III Volta à Galiza.
Em 2002 associamo-nos às comemorações do cinquentenário do Clube Naval do Funchal e levamos uma frota de mais de uma dezena de veleiros até à Madeira.
 
No plano regatista, a ANC lançou um novo Sistema de Abono, com fórmula própria, para que o tempo real de cada barco em regata seja convertido num tempo corrigido, dando oportunidades teoricamente iguais a embarcações diferentes em formas, aparelho e andamento. A partir de 2001 a ANC passou a representar o IRC em Portugal um abono de índole internacional e de caracter mais competitivo. O sistema de abono ANC é acrescido em 2002 de uma nova classe mais virada para a competição e para embarcações menos destinadas ao cruzeiro. Nasce assim o SpB, Sport Boat.
Em 1999 realizaram-se pela primeira vez os Campeonatos Regionais do Centro e Sul e o Campeonato Nacional ANC, homologado pela FPV, este último em Portimão com grande adesão dos associados, tornado até ao momento no maior acontecimento da vela de cruzeiro em Portugal.
 
Do calendário anual de regatas constam mais de 40 provas por todo o país, o que a torna a classe de Vela mais activa em competições, a nível nacional.