Viajante

Construída em 1850 em teca nos estaleiros em Damão foi pertença da firma Bessone & Barbosa que a utilizou na importação de chá do Oriente. Em 13 de Dezembro de 1857 comandado por João Inácio de Menezes, largou para Goa com 229 praças e 60 oficiais. Regressou a 20 de Dezembro de 1858 fazendo quarentena em Setúbal. Fez ainda transporte de tropas para Moçambique a 17 de Outubro de 1863.
Primeiramente armou em galera para em 1896, então na posse de António Costa aparelhar em barca.
A 2 de Outubro de 1917, em plena I Grande Guerra, foi afundada por um submarino alemão a 180 milhas a nordeste da ilha de Porto Santo, salvando-se todos os seus 12 tripulantes.


Em 1869, comandada pelo capitão José Sabino Gonçalves, largou para Macau dois dias antes da corveta Estephânia que saíra para o Egipto em representação de Portugal nas solenidades da inauguração do Canal do Suez. A corveta desarvorou no Mediterrâneo e regressou a Lisboa sem cumprir a sua missão.
De 1 a 17 de Novembro fazia-se a inauguração do Canal do Suez com a presença da Imperatriz Eugénia, vice-rei do Egipto, Imperador da Áustria, príncipe da Prússia (futuro Guilherme II) e o príncipe Henrique da Holanda.


Durante muitos anos tentou-se provar que a Viajante fora o único barco português presente nas cerimónias da inauguração. Estalaram polémicas e defensores vieram defender cada qual a sua dama até que, muito recentemente, já na década de 90, apareceu o diário de bordo da altura que confirmou a sua passagem pelo canal, mas 10 dias após da inauguração, ficando assim a Viajante apenas com o título do primeiro barco português a atravessar o canal.

Características

Comprimento: 35 m.
Tripulação: 12

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