
Clique aqui para ver a lista de faróis respeitante ao (Continente , Madeira ou Açores).
Em Portugal acendeu-se o primeiro farol na torre do Convento de S.Francisco no Cabo de S.Vicente em 1520.
No entanto, o mais velho farol construído para esse fim foi mandado erigir na barra do Porto pelo bispo D.Miguel da Silva.
Até ao reinado de D.José I a sinalização marítima era quase inexistente e a que havia estava a cargo de
particulares, que acendiam fogos nos pontos mais altos ou visíveis servindo de aviso e orientação, ou então,
com intuito de assaltarem os mais incautos, faziam-nos esmagar contra as falésias ou baixíos.
Em 1761 o farol de N.Sra. da Luz, a norte da barra do Porto, e o de N.Sra. da Guia em Cascais, foram os primeiros faróis a cargo do Estado,
seguindo-se no ano seguinte o do cabo da Roca. Ainda por decreto do Marquês de Pombal no ano de 1775 implantou-se um farol
na fortaleza de S.Lourenço, no ilhéu do Bugio, e outro na Arrábida, mais tarde transferido para a fortaleza de Outão.
Só 15 anos mais tarde puderam ser acrescentados à lista o farol do cabo Espichel e o do cabo Carvoeiro. A meio do século seguinte
veio o da Berlenga (1840) seguindo-se S.Vicente (1846), cabo de Sta.Maria (1851) e cabo Mondego (1858). Nesta altura, e passados
100 anos da promulgação do alvará pombalino, existiam em Portugal apenas 12 faróis.
O farol de Esposende de 1866, no forte de S.João Baptista, é uma das raras torres metálicas existentes em Portugal.
Dois anos depois no norte da baía de Cascais entra em funcionamento o farol de Sta.Marta.
Somente em 1870 é que as Ilhas começam a ser alvo de atenção com o farol da ponta de S.Lourenço, seguindo-se em
1876 a ponta do Arnel em S.Miguel e no ilhéu de Cima de Porto Santo em 1900.
Juntamente com o farol do cabo Raso na fortaleza de S.Brás, o farol de Aveiro foi erguido em 1893 após 8 anos de construção. Seguiram-se
a ponta de Sagres (1894) e o forte do Cavalo (1896) em Sesimbra.
Entre 1908 e 1927 são construídos dezasseis farois no Continente e Ilhas. Serreta (Terceira), ponta das Lages (Flores),
Montedor (Viana do Castelo), Penedo da Suadade (S.Pedro de Muel), ponta da Piedade (Lagos), Gibalta e Esteiro (Caxias),
cabo Sardão (entre Sines e S.Vicente), Ribeirinha (Faial), Alfanzina (Lagoa), ponta do Pargo (Madeira), V.R.Sto.António,
Albarnaz (Flores), Leça de Palmeira, ponta do Topo (S.Jorge) e Gonçalo Velho (Sta.Maria).
Hoje em dia até as pequenas ilhas Desertas (em 1959) e as longínquas Selvagens (em 1977) estão sinalizadas com faróis, como
padrões da nossa soberania. Nestas últimas as células fotovoltaícas inauguraram em 1981 o uso de
energias limpas, iniciando um novo ciclo onde a modernização e automatização farão a diferença no tempo futuro.
No ano de 1881 foi criada uma Comissão de Faróis e Balizas com um plano de sinalização marítima da costa, portos e barras.
Cerca de vinte anos depois, a dependência dos faróis passa do Ministério das Obras Públicas para o Ministério da Marinha, onde, com
a denominação de Direcção dos Faróis, se encontra ainda hoje.
Para uma leitura mais atenta sugere-se o livro de Maria Regina Louro e João Francisco Vilhena, Faróis de Portugal edição da Gradiva.
Cabo da Roca
"... onde a terra acaba e o mar começa ...", no ponto mais ocidental do continente Europeu, ergue-se sobre umas escarpas, a mais de 140 m. do nível do mar,
o farol do cabo da Roca. Foi implantado em 1762 no reinado de D.José I.
Bugio

Leia um artigo do LNEC sobre o Farol do Bugio.
Sta. Maria
Na barra de Faro e Olhão, mais precisamente a SW na ilha da Culatra, fica o ponto
mais a sul de Portugal Continental. Construído em 1851 o farol de Sta.Maria foi o primeiro
farol português a possuir uma lente de Fresnel em 1859.
Guia (Macau)

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