A.N.C. - Folha Informativa NOVEMBRO 96


Associação Nacional de Cruzeiros


morada

NOVEMBRO 96


TORNEIO ARQº JOSÉ VELOSO (Troféu Vela Azul). Este tradicional torneio da ANC que, anualmente, homenageia uma personalidade marcante da Vela nacional, distinguirá este ano o nosso Delegado para o Algarve, cujo pedido de dispensa, por razões profissionais e pessoais, a Direcção teve de aceitar com mágoa, sabendo que a continuação exigiria disponibilidade e sacrifício superiores ao humanamente desejável. Velejador desde os anos 40, dirigente do C.V.Lagos nos anos 60, incentivador da construção de Optimist, Bonito, Dot e 280, José Veloso introduziu em Portugal a classe 470. Fez parte do Conselho Técnico da FPV. Na vela de cruzeiro lançou os Critérios de Lagos, as primeiras regatas em Lagos e Portimão, a Regata Lagos-Palos. Instalou a Delegação da AVC e, mais tarde, da ANC no Algarve, dinamizando as regatas sob estas fórmulas. Desenhou e construiu o seu próprio barco, o BELA LUÍSA, com o qual competiu em inúmeras regatas. Recentemente fundou a Associação Lacobrigense de Desportos Náuticos, cuja iniciativa "Rotas do Algarve e Alentejo" em 1996 (Lagos Pomarão) constituiu o cruzeiro de verão da ANC.

JANTAR ANUAL DO C.N.O.C.A. Nele serão entregues os prémios das regatas do Dia da Marinha 96 e do 47º Festival Náutico. É no dia 23/11 às 20h00, na Escola Naval (Alfeite). O clube gostaria de que este jantar fosse um agradável convívio de gentes da Vela, aprofundando o conhecimento mútuo das marinhas militar e de recreio. A ANC reforça este desejo, apelando a que os sócios compareçam. Preços: 1.000$00 até aos 15 anos (inclusive), 2.000$00 acima dessa idade. Inscrições para o CNOCA, tel/fax 01-2751614, até 19/11, pagamento à entrada do jantar.

JANTAR DE ANIVERSÁRIO. Este tradicional momento de confraternização da família ANC irá ter ocorrer no início de 1997, como a prática anterior aconselhou. A data e demais pormenores serão dados na próxima FI.

NOVO DELEGADO PARA O ALGARVE. Na sequência do pedido de exoneração do Sr. Arqº José Veloso, foi nomeado Delegado da ANC no Algarve o Sr. Engº João Pedro Ferro, proprietário do TEMI, cujo fundeadouro é Olhão. O Sr. Engº J. Ferro reside em Vilamoura e o contacto é o tel. 089-301062. Questões administrativas da frota do Algarve, pedidos de Certificado de Abono, quotas, continuarão a ser tratadas directamente com a sede.

AGENDA. O pedido, à APL, de renovação de estacionamento anual deve ser apresentado nas docas de recreio até 30 dias antes do termo da autorização de estacionamento, acompanhado de: Certificado de Registo da embarcação; Livrete com vistoria válida; Apólice de seguro de responsabilidade civil, mínimo 3.000 contos. A não apresentação do pedido de renovação até 2/12/96 implica facturação mensal do lugar a partir de 1/1/97. O não pagamento da factura dentro de 30 dias após a emissão implica a perda imediata do lugar e a facturação à taxa mensal. A APL não aceita pedidos de renovação fora do prazo definido, nem pagamentos atrasados de facturas. O pedido de renovação pode ser efectuado em qualquer dos balcões da Náutica de Recreio da APL, em impresso que será fornecido no acto. Se o pedido for apresentado nas docas do Bom Sucesso ou Alcântara, deve ser acompanhado de fotocópia dos documentos a mostrar. (Resumo de uma circular da APL, recentemente recebida). Apraz-nos registar que, pela primeira vez, a APL teve a gentileza de enviar a cada utente uma circular sobre esta matéria.

ROTAS DA INDIA. À data de edição desta FI já terá partido o nosso consócio e celebrado navegador Manuel Martins, a bordo do CASVIC, cuja largada de Lisboa estava prevista para dia 17/11 às 14h00. Toda a ANC lhe deseja bons ventos e tudo a correr pelo melhor nesta longuíssima viagem.

CONGRESSO DO DESPORTO DA VELA. Organizado pela FPV em 8, 9 e 10/11, debateu aspectos globais da vela ligeira, as bases de alargamento da sua prática em Portugal, como preparação do quadriénio 1997-2000 e do salto qualitativo pretendido para a participação nacional nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000. As comunicações apresentadas encontram-se disponíveis para consulta, na sede.

VISTORIAS. A OREY, Lda. não só é empresa apoiante de longa data, com descontos em material e manutenção de balsas, como nos alertou de que a notícia dada na FI anterior sob esta rubrica, baseada num documento da Capitania de Lisboa, vai ser ultrapassada pela entrada em vigor, em 30/11, da Portaria 427/96, publicada em 30/8/96 no Diário da República nº 201, I Série B, que regulamenta os meios de salvação e segurança, aparelhos, meios de radiocomunicações, etc. Já tínhamos dado por isso, mas agradecemos na mesma a gentileza. Basicamente, e sem prejuízo dos sócios consultarem tanto esta portaria como o Dec.-Lei 329/95, de 9/12/95, que aprova o Regulamento da Náutica de Recreio, as embarcações tipo A (Oceânicas), B (Largo, até 200’ de um porto), C1 (Costeira, até 60’ de um porto e 25’ da costa) e C2 (Costeira, até 20’ de um porto e 6’ da costa), devem ter todas jangada pneumática (de libertação e enchimento automáticos nas A e B). 2 bombas de esgoto, sendo uma manual. Escada permanente se a altura da borda à linha de água > 0,5 m. Extintores de pó, de 2kg. junto a motor interior, 1 kg. no salão, outro na cozinha se separada do salão. VHF c/ operador autorizado. Bóias de salvação devem ser: 1 até 9m. comp.; 2 de 9 a 15m.; 4 de 15 a 24m.; uma delas c/ retenida flutuante de 30m. e sinal luminoso. Coletes para todos os tripulantes, de criança se as houver. Três ajudas térmicas nas A e B. Sinais de socorro de pára-quedas, fachos de mão e fumígenos, por esta ordem e respectivamente: A - 6, 4, 2; B - 4, 4, 1; C1 - 3, 3, 1; C2 - 2, 2, 1. Três arneses e radiobaliza de localização por satélite nas A, B e C1. Equipamento de primeiros socorros, farmácia de bordo, e mais uma série de pormenores pelos quais se recomenda vivamente a consulta da legislação, à disposição na sede.

PROBLEMA. Imagine o leitor que estava no Cruzeiro ao Guadiana. Vindo a navegar a motor e de velas ferradas porque desde manhã o vento era zero, o seu fora-de-borda, pela primeira vez na vida (ah! ah! ah!), parou e recusou-se a pegar. As águas estavam espelhadas, o fumo das chaminés subia na vertical. Felizmente, a corrente era de 4 nós, na direcção favorável. O leitor, interessado em chegar rapidamente a mais um dos opíparos jantares do programa antes que a maré virasse, que faria? 1º - Deixava-se ir à deriva com a corrente, sem mexer no aparelho? 2º - Içava as velas e deixava- se ir à deriva? 3º - Içava as velas e tentava fazer bordos de margem a margem?. O prémio para as respostas certas, a enviar para a sede, é um morango a mais na sobremesa do Jantar de Aniversário (da outra vez, com o "motor-sailer", ia- nos saindo caro...). Solução na próxima FI.


Página principal da A.N.C.
TWK - 'Meter no Correio' Coloque aqui o seu correio, sugestões, ou informações.

Última actualização : 18 de Novembro de 1996
Copyright © A.N.C.- Associação Nacional de Cruzeiros