
DELEGAÇÃO DOS AÇORES. Vai ser assinado, com o Clube Naval de Ponta Delgada, o protocolo que instituiu mais esta Delegação da ANC. O Delegado é o Sr. Alberto Vasconcelos Soares de Albergaria Pacheco, funcionando a Delegação nas instalações do Clube. Do plano de actividades constam a formação imediata de um medidor residente, a realização de regatas sob a fórmula ANC e sua dinamização pelos demais clubes náuticos da Região Autónoma. A Direcção deseja ao Sr. Alberto Pacheco o maior êxito na sua actividade em prol da nossa Associação e agradece publicamente ao Clube Naval de Ponta Delgada as facilidades concedidas, bem como a iniciativa de adoptar e promover a fórmula nos Açores.
VENDA DE CARTAS MARÍTIMAS e outras publicações do Instituto Hidrográfico na sede da ANC. Para beneficiar os sócios com preços mais baixos, pedimos e foi concedida à ANC a condição de Revendedor Autorizado de publicações náuticas daquele Instituto. O desconto será passado quase integralmente aos associados, sendo de 15%. Basta encomendar a carta marítima ou publicação à sede, pagando no acto da encomenda. A ANC irá buscar e entregará também na sede. Se o sócio residir fora de Lisboa ou manifestar interesse em receber pelo correio, pagará os portes e o material necessário ao correcto acondicionamento (no caso das cartas, aqueles tubos próprios). Na sede encontra-se o catálogo do IH para consulta.
JANTAR DO III ANIVERSÁRIO DA ANC. É em 18 Jan 97, na Messe de Oficiais da Armada, Cascais, às 20h30.
Traje de passeio. Preço 3.500$00/pess. Este jantar é a grande reunião anual dos associados e tem-se caracterizado, nas
edições anteriores, por muito agradáveis momentos de confraternização, não só entre sócios como suas famílias e
tripulações habituais. A própria Direcção aproveita para fomentar o convívio com as entidades que connosco mais
colaboram. Espera-se uma afluência acrescida pelos novos sócios inscritos ao longo do ano e, por isso, as inscrições na
sede encerram em 15/1/97, aconselhando-se rapidez pois facilmente podem atingir-se os 180 "lugares clausus".
LUGA. Na ANC o sócio é o barco. Daí darmos o nome da embarcação a esta notícia, que muito nos entristece pelo
falecimento do seu proprietário, o Sr. Arqº Teixeira da Fonseca. Figura carismática da doca, com o seu cachimbo, a sua
bonomia, era velejador desde a juventude, tendo averbado os títulos de Campeão Nacional de Finn (dois anos seguidos),
de Sharpies, Campeão Ibérico de Finn. Foi Presidente da Direcção do Clube Naval de Lisboa, regatista de cruzeiro e
nosso associado desde que auto-construiu o primeiro barco. Prestamos-lhe aqui uma derradeira homenagem e
endereçamos à esposa, Sra. D. Luísa Gabriela Fonseca - de cujas primeiras sílabas dos nomes próprios era formado o
nome do barco - e à família as sentidas condolências da nossa Associação.
CARTÃO DE SÓCIO. Correspondendo aos pedidos dos sócios, vamos ter cartão de identificação. Por um pequeno custo
de cerca de 2 centenas de escudos e 2 fotos, o sócio poderá identificar-se, nomeadamente junto das cada vez mais
numerosas empresas que nos concedem descontos, marinas, etc..
VOLTA AO MUNDO À VELA. Neste evento de inegável importância no universo da Vela
organizado pela World Cruising, participam 4 barcos
portugueses, o que se pode considerar histórico e notável, num tipo de provas onde nos habituámos a ver apenas
estrangeiros. Os "heróis" são os proprietários, tripulações (quase todos nossos sócios) e patrocinadores do BES,
OCEANOS, VAGABUNDO e ATLANTIS, que largam de Lisboa no próximo dia 4/1/97. Bons ventos!
DR. MANUEL FERNANDO RAMOS DE VARGAS. Ao cessar funções de Presidente da Direcção do Clube Naval da
Horta, que exerceu nos últimos 4 anos, teve a cortesia de escrever uma amabilíssima carta de despedida à ANC. O Sr. Dr.
Manuel Vargas foi um dos mais entusiastas anfitriões do Cruzeiro ANC aos Açores, em 1995, ficando a Direcção
devedora de inúmeras atenções recebidas, para além da amizade que já o ligava a um dos membros e se estendeu aos
restantes que incorporaram o cruzeiro. Desejamos-lhe auspicioso futuro e que a cessação de funções directivas náuticas
não seja definitiva pois a Vela nacional - e, tratando-se do C.N. da Horta, internacional - não podem perder pessoas
do seu gabarito.
PROBLEMA DO Nº ANTERIOR. Pois a resposta certa era içar velas e fazer bordos de margem a margem! Porquê?
Porque com vento zero e corrente de 4 nós gera-se um vento aparente de 4 nós. De proa, é certo, mas suficiente para que,
bolinando de margem a margem, se consiga mais progressão do que deixando seguir à deriva de velas ferradas ou, pior
ainda, com elas em cima. O problema, enviado por José Carlos Lopes do Dep. de Física da Univ. de Aveiro e ligado à
tripulação do GANG WARILY, veio publicado no American Journal of Physics em Junho de 1996.
Quanto a nós, é um problema interessante a nível teórico. Na prática, um vento aparente de 4 nós
sente-se. E lá estariam as suas orelhas, caro leitor, a comandar o reflexo de levantar os olhos para o cata-vento, confirmar
com a instrumentação, içar velas e bolinar. Não obstante, no remanso da sua poltrona,
lendo a FI anterior ao vento zero da sua sala de estar, se calhar deixou-se influenciar pela água espelhada, o fumo que
subia na vertical e... Mas com certeza que não. Desculpe.
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Última actualização : 10 de Dezembro de 1996
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