
JANTAR DO III ANIVERSÁRIO DA ANC. Conforme já anunciado, é em 18JAN97, na Messe de Oficiais da Armada, Cascais, às 20h30. Podemos adiantar a ementa: Aperitivos sólidos e líquidos, Bacalhau à Brás, Lombo de porco recheado com tâmaras, Gelado de natas com frutas, Bolo de aniversário da ANC, Vinho branco Caves do Conde de Cantanhede, Vinho tinto Aliança das Beiras, Vinho do Porto, Café. As inscrições, limitadas a 180 lugares, encerram em 16/1/97, podendo ser feitas mesmo por fax, enviando o cheque pelo correio.
ESTE MÊS É MÊS DE PAGAMENTO DE QUOTAS. Agradece-se a rápida satisfação deste compromisso, já que a ANC vive, em grande parte, das quotizações. Lembramos que, na última Assembleia Geral, a quota passou para 5.000$00/ano. Preferencialmente, liquide-a por cheque enviado pelo correio, sempre com o nome da embarcação no verso.
SEGURO. Neste caso a verba não é para a ANC, mas também há que regularizar em Janeiro o pagamento do seguro de grupo. Os sócios abrangidos irão receber correspondência com indicação de qual o quantitativo no seu caso particular.
IMPÉRIO. A propósito, a ANC acaba de celebrar com esta seguradora um protocolo para o serviço Private. Na carta que acompanhará a informação sobre a revalidação do seguro serão dados mais pormenores. Para os sócios que não estão a usufruir do seguro de grupo, a informação será dada também na próxima FI. Destes, os que desejarem informações sobre as regalias e coberturas (estamos a pensar nos que se inscreveram mais recentemente), façam favor de as pedir na sede, à Sra. D. Maria do Carmo.
DELEGAÇÃO ANC-AÇORES. A primeira diligência para com a nossa mais recente Delegação foi uma carta da Direcção solidarizando-se, em nome de todos os associados, com as calamidades meteorológicas que se abateram sobre o Arquipélago, muito especialmente a Ilha de S. Miguel. Alojando-se a Delegação ANC-Açores nas instalações do Clube Naval de Ponta Delgada, pedimos ao Delegado, Sr. Alberto Pacheco, que transmitisse à Direcção daquele clube a nossa solidariedade para com os proprietários de veleiros de cruzeiro afectados e a nossa disponibilidade para tudo em que pudéssemos colaborar.
VOLTA AO MUNDO À VELA. Primeiro foram as despedidas no pontão da Doca de Alcântara, com os abraços de amigos e familiares, votos de boa viagem, uns até à próxima escala onde se reencontrarão, outros até daqui a 17 meses, quando a frota voltar a tocar Lisboa por ocasião da decantada Expo. Depois, ao meio-dia de 4/1, foi a largada dos 24 veleiros, 4 deles portugueses, frente ao Monumento aos Descobrimentos. Em terra, uma tribuna com individualidades do Governo, da EXPO'98, da FPV. O Sr. Presidente da C.M.L. deu o tiro de largada no mini- canhão da ANL. No mar, deixando um corredor para os concorrentes, uma armada de muitas dezenas de veleiros veio saudá-los, acompanhando-os até à barra. Boas viagens!
A ANC NA INTERNET. Tem sido muito visitada e saudada a nossa página. Graças a muitas horas de trabalho do nosso colega de Direcção José Pedro Katzenstein, que se esmerou na qualidade dos grafismos, alguns deles com animação, lá podem ser consultadas todas as FI publicadas, os "ratings" às vezes mais depressa do que os proprietários os recebem, informações roteirísticas sobre portos, marinas, faróis da nossa costa, sistemas de sinalização, moradas dos clubes náuticos, etc., sempre em constante actualização e, nalguns casos, com tradução para Inglês. Os sócios com possibilidades de aceder à auto-estrada da informação, entrem na variante ANC (endereço no topo desta folha) e aí passeiem um bocadinho. Verão que vale a pena.
SANTA MARIA MANUELA. Com este nome foi construído, em 1937, nos estaleiros navais da CUF no Barreiro, lado a lado com o lugre bacalhoeiro CREOULA e no incrível tempo de 63 dias úteis (para as duas unidades, note-se), um navio gémeo. Antes que lhe acontecesse o mesmo que ao GAZELA e ao ARGUS, vendidos para o estrangeiro como quase destroços e aí recuperados e conservados em museus, um grupo de várias entidades e particulares de Aveiro e Ílhavo juntaram- se, compraram o que restava do casco, movimentaram-se para conseguir as necessárias verbas e estão a armá-lo para voltar a navegar. Este consórcio de louváveis boas vontades pensa ter o navio pronto durante o próximo ano, destinando-o a cruzeiros, exposições, viagens de estudo, campanhas oceanográficas, etc.. Será um aproveitamento semelhante ao do CREOULA, mas numa versão totalmente civil e mais alargada. A ANC já está em contacto com os responsáveis e pensa organizar para os sócios alguns programas de navegação, nos quais estarão incluídas visitas ao Museu Marítimo de Ílhavo (orientado para o tema da pesca do bacalhau). Entretanto, apraz-nos registar e divulgar esta iniciativa de recuperação de um dos últimos bacalhoeiros e do seu ressuscitar para uma nova utilização, verdadeiro acto de amor por parte de quem ainda tem a força de alma para concretizações deste género.
ETIQUETA NÁUTICA. Ainda de volta do Guia do Marinheiro Amador, de Domingos Heitor Gomes, e no que
respeita a etiqueta, relembramos aqui algumas particularidades que distinguem o verdadeiro marujo do "terrujo".
Um proprietário não pode nunca recusar a um outro barco que amarre bordo a bordo e no mesmo sentido.
Sempre que for possível deve-se acostar a um iate por estibordo (nos barcos à vela, a comodidade indica que se
acosta por sotavento).
A um navio de guerra português deve-se acostar a EB, reservando-se o seu bombordo para os oficiais. O lado
de honra nas embarcações portuguesas, fundeadas ou atracadas, é o de bombordo, à popa das enxárcias. Nos
outros países o bordo de honra é o estibordo. Em andamento, o lado de honra é o de barlavento.
Quando há que atravessar o convés de um iate, passa-se sempre pela proa, isto é, por ante a vante do mastro.
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