A.N.C. - Folha Informativa FEVEREIRO 97


Associação Nacional de Cruzeiros


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FEVEREIRO 97


O PAGAMENTO DE QUOTAS COMO DEVER PRIMEIRO DO SÓCIO DEVOTADO E CONSCIENTE. Este título não lhe diz nada? Pronto... Já cá não está quem escreveu.

NOVA SEDE. À beirinha de abrir! Espera-se que, quando esta FI chegar às mãos dos estimados leitores, já lá estejamos. Houve necessidade de colocar grades nas janelas, fazer uma abertura numa parede, enfim...

JANTAR DO III ANIVERSÁRIO DA ANC. Esgotou a lotação. Estiveram presentes todos os Delegados, inclusivamente os Açores, representados pelo Vice-Presidente do Clube Naval de Ponta Delgada, Sr. Engº Paulo Menezes, grande dinamizador desta Delegação. Presentes, ainda, o homenageado do último Troféu ANC Vela Azul, Sr. Arqº José Veloso, que respondeu aos discursos com o humor que lhe é peculiar e entregou o 1º prémio do Troféu com o seu nome, os clubes náuticos com quem nos articulamos, a Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Agradecemos ao Sr. Almte. Leiria Pinto a reserva da Messe da Armada para nossa exclusiva utilização. E às empresas que colaboraram com prendas para sortear: REPAROMAR, VELAS PIRES DE LIMA, IMPÉRIO (um seguro de 50.000$00).

JANTAR CONVÍVIO ALGARVE 97. A nossa Delegação do Algarve promove o tradicional jantar anual em 22/2 às 19h30, no Hotel Ampalius (****), em Vilamoura, frente ao Marinotel. 2.700$00/pess., sala reservada. O convite reza: "Aos associados ANC actuais e futuros, suas famílias e tripulações, demais amigos, simpatizantes e outros curiosos e interessados..." Haverá sorteio de prendas náuticas. Antes, pelas 16h30, no bar do Hotel Ampalius: Encontro de Associados para esclarecimento e troca de ideias sobre o cruzeiro de Verão Rotas do Algarve e Andaluzia, Canárias, Cabo Verde, Rota das Ilhas 98, etc.. Para esclarecer eventuais dúvidas quanto ao sistema de abono ANC estará presente um membro da C.T., o Sr. Eduardo Henrique. Sempre dinâmica, esta nossa Delegação!

GUADIANA. A Associação Lacobrigense de Desportos Náuticos institucionalizou a subida deste rio como evento anual, em princípio no Verão e integrado nas Rotas do Algarve e Andaluzia. Não deixaremos de divulgar os respectivos programas.

CRUZEIRO A VALADA. É na Páscoa, como de costume e está em organização.

CRUZEIRO A CABO VERDE. A Direcção continua a fazer diligências para o realizar. Considera-se agora que um grupo interessado em ficar pelas Canárias navegue até lá integrado no Cruzeiro e outro vá até Cabo Verde. Os interessados manifestem o seu desejo e avancem propostas para planeamento.

NOVA LEGISLAÇÃO SOBRE EMBARCAÇÕES DE RECREIO. Está à disposição dos sócios, pelo custo das fotocópias, esta legislação.

COMPRAS EM GRUPO. Como a nova legislação obriga a equipamentos de segurança relativamente dispendiosos, a ANC irá negociar compras em grupo, para conseguir melhores preços. Os interessados em se agruparem, para este efeito, queiram declinar a sua intenção na sede. A lista de equipamento faz parte da documentação acima citada.

DELEGAÇÃO ANC-AÇORES. Noticiando a evolução que esta nossa Delegação está manifestando, além do Delegado, Sr. Alberto Pacheco, haverá outra pessoa a colaborar como seu Assessor, o Sr. Armando Pereira Nunes. Ainda durante Fevereiro, ou princípios de Março, deslocar-se-á a Ponta Delgada um membro da Comissão Técnica da ANC, o Sr. Eduardo Henrique, para ministrar um curso de medição de embarcações com vista à aplicação do nosso Sistema de Abonos.

ABONOS. Tal como prevê o regulamento a fórmula para 1997 foi objecto da sua revisão anual com as alterações que pareceram convenientes. Tomou-se em conta algumas sugestões de sócios que fizeram eco das suas opiniões. Não será portanto de estranhar o facto de haverem alterações, que se esperam mais justas, nos respectivos abonos.
A propósito desta polémica, que não é só nossa, transcrevemos um artigo publicado na "Bateaux" com o sugestivo título "Tempestade no Handicap Nacional": "Bem conhecida pelos cruzeiristas que regateiam, a regra HN (Handicap National) é objecto de uma viva contestação. Objecto desta afronta: as atribuições de coeficientes por vezes sem relação com as performances reais dos barcos, e em particular uma taxação excessiva dos modelos recentes. Este princípio teve como consequência encorajar os caçadores de troféus a comprarem barcos mais antigos dotando-os de equipamento ultra moderno. Um grupo formado por regatistas, arquitectos, veleiros e construtores propõe uma reforma em 3 pontos na qual se realça a necessidade de um Rating menos opaco, ou seja transparente".

INTERNET. A nossa página revela-se um meio precioso de comunicação, sendo não menos precioso o veículo, ou seja, a Internet em si. Por esta via recebemos um bem humorado contacto, sob a forma de parabéns e resposta ao problema sobre corrente e vento aparente publicado recentemente numa FI, do Presidente da Associação Paulista de Velejadores da Classe RGS (Regra Geral Simplificada), Sr. Guilherme Eduardo Hernandez. Ficámos a saber que no Brasil existe uma associação congénere, com fórmula própria, com problemas semelhantes. Este contacto vai ter o seguimento que a fraternidade marinheira em geral e a luso-brasileira em particular sempre suscitam, reforçado por estar no nosso programa um Cruzeiro ao Brasil em 2000 e, antes disso, uma Expo 98 que talvez possa trazer até cá alguns cruzeiristas brasileiros. Como amostra deste simpático contacto, um excerto: "Com vento zero, aqui em Santos, os veleiros que entram na baía e em seguida vão pelo canal de acesso para as suas marinas encontram uma faixa que se estreita bem em frente ao Forte de Sto. Amaro, tendo uma distância margem a margem de 400 m.. A margem do lado da fortaleza (montanhoso) avança uns 100 m. dentro do canal. Face à correnteza, fica impossível a táctica de correr de margem a margem. A táctica utilizada é encostar o máximo na margem do lado de Santos, pois a correnteza corre bem forte do lado do Forte de Sto. Amaro até meio do canal. Essa correnteza forte no meio do canal forma uma contra-correnteza bem fraca na margem do lado de Santos, e nela o veleiro vai subindo bem lentamente. O maior problema é aguentar o que berram e xingam o pessoal que está pescando, pois o veleiro vai puxando todas as linhas."


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Última actualização : 13 de Fevereiro de 1997
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