
TORNEIO PIRES DE LIMA. Das regatas acima, salientamos mais uma edição deste tradicional torneio, aberto às Classes ANC e CHS. Os prémios são, como habitualmente, muito tentadores. Os sócios irão receber o anúncio de regata, por correio, em suas casas.
ROTAS DO ALGARVE / ANDALUZIA. (colaboração do Arq. José Veloso - Lagos)
O Cruzeiro de Verão da ANC foi este ano novamente organizado no Algarve, como em 1996, com a
Associação Lacobrigense dos Desportos Náuticos. Foram as ROTAS DO ALGARVE E ANDALUZIA,
uma descoberta de novos pontos de interesse ao longo desta costa.
O percurso foi de Lagos até ao El Rompido com etapas de paragem. Além de Vilamoura, a frota de 14
barcos, visitou as Quatro Águas de Tavira, mais uma novidade e bem agradável. O Clube Náutico de
Tavira foi insuperável com um barco piloto fora da barra à espera de cada grupo de embarcações que
chegava, guiando-o depois até indicar o sítio exacto para cada um largar o ferro e fundear. Se alguém
tinha dúvidas sobre o que é a boa hospitalidade, ficou ali bem esclarecido.
Aliás no El Rompido veio a acontecer exactamente o mesmo. A entrada da barra e subida do longo canal
até às bóias que estavam preparadas para amarrar, foram feitas com a frota seguindo o barco que estava À
espera no mar, na hora prevista. Sem essas indicações, tinha sido impossível a tradição daquelas bóias da
barra, que deve ser um segredo que têm bem guardado.
Valha a verdade que não foi só nisto que Tavira e El Rompido rivalizaram. Além de ambas as barras
serem aqueles petiscos que não se aconselham a quem ainda não os tiver provado, nos dois locais a
transferência para transporte para terra e as disponibilidades das instalações dos clubes funcionaram
igualmente na maravilha. Depois, ambos propuseram servir, nos repastos de recepção "comida à
marinheira", ideia que foi alegremente aceite. Resultou em grão com bacalhau, salada fria em Tavira e
prato quente em El Rompido. Esta falta de coordenação gastronómica e de imaginação, pelos vistos muito
marinheira, foi compensada pela qualidade culinária e pela simpatia e boa disposição geral.
A única nuvem que ensombrou as ROTAS DO ALGARVE E ANDALUZIA e que não nos largou durante
todo o cruzeiro, foi a avaria do veio do hélice, que obrigou a tripulação do SÍRIUS a ficar em Lagos, e a
frota a perder a mais estimada das companhias. Sem desprimor para todos os outros, eles fazem realmente
muita falta entre as tripulações da ANC.
SAILING RYDER CUP'97 em Lagos. Os treze veleiros que constituiram a frota desta regata largaram para a penúltima etapa rumo a Cádiz. As etapas Baiona-Setúbal e Setúbal-Lagos foram anuladas devido à falta de vento.
A DIRECÇÃO, a cinco meses do fim deste mandato -- o 2º consecutivo -- gostaria de contar com uma colaboração mais activa de sócios nisso interessados, com novas ideias, novas iniciativas, novas soluções para os multifacetados aspectos que envolvem ter um barco de cruzeiro em Portugal. Receia-se que, ao fim de quatro anos de gestão da Classe, as mesmas pessoas estejam, naturalmente, rotinadas, falhas de imaginação, a repetir-se. A Classe só teria a ganhar com esse refrescar de perspectivas. Caro sócio, se tem as suas maneiras de ver uma Classe náutica que ultrapassou os 500 barcos inscritos, os 2500 praticantes envolvidos, em regatas e em cruzeiros, dê-nos "uma mãozinha" na manobra desta nau que, sendo cada vez maior, não tem tormentas a afectá-la. Verá que é estimulante e que, apesar do que dissemos, acaba por ser divertido.
PORQUE HÁ NOVOS SÓCIOS recentemente inscritos, relembramos que a ANC:
TAL NÓ, nó górdio ou à espanhola! O nó mais corrente a bordo de certas embarcações. Este nó é impossível de desatar, não corre, não deixa correr (tipo não ata nem desata) e a sua forma é sempre diferente pelo que é difícil de descrevê-lo. Só grandes especialistas conseguem esta variação sem deixarem lá os dedos. Extremente seguro nos sapatos e nas amarrações...é que fica mesmo amarrado!
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