Associação Nacional de Cruzeiros



BATALHAS E COMBATES
da Marinha Portuguesa

3º Periodo - de 1415 a 1579
(Expansão Ultramarina)

Em resultado da acção metódica e persistente do infante D. Henrique, os Portugueses, nos começos do século XV, provocam uma verdadeira revolução na arte de navegar com a adopção da caravela e a vulgarização da navegação astronómica. Graças a estes dois instrumentos, descobrem os regimes dos ventos alíseos tanto no Atlântico Norte como no Atlântico Sul, e tornam possível o estabelecimento de carreiras regulares transoceânicas com grandes navios, facto transcendente, uma vez que dele resulta a transformação da Terra numa única «aldeia».
Provavelmente a partir do reinado de D. Afonso V as caravelas de armada começam a ser artilhadas com bombardas grossas (possivelmente «falcões» ou mesmo «camelos») e passam a constituir o elemento fundamental do poder naval português. Este facto é muito importante porque marca o começo de uma nova era na História Naval em que o navio armado com canhões acabará por tomar o lugar do antigo navio guarnecido com soldados.

Navios Portugueses (séc.XVI)
Navios Portugueses
(séc.XVI)

As naus, ao longo do período que estamos considerando, também sofrem transformações importantes: a sua tonelagem torna-se cada vez maior e generaliza-se o uso das gáveas. Nos finais do reinado de D. Manuel, os Portugueses começam a utilizar um novo tipo de navio de guerra ainda mais poderoso do que a caravela: o galeão, com características intermédias entre a caravela e a nau. Em contrapartida, no Atlântico, abandonam praticamente os navios de remo: galés, galeotas, etc. No Oriente, dadas as condições locais, verifica-se o fenómeno inverso: os Portugueses vão utilizando cada vez menos as naus, os galeões e as caravelas como navios de guerra e utilizando cada vez mais as galés, as galeotas e, sobretudo, as fustas (pequenas galeotas de um só remador por remo).
Tanto no Atlântico com no Índico, Portugal dispõe de grandes armadas que lhe garantem o domínio dos mares, que, de acordo com a doutrina do «Mare Clausum», considera pertencerem-lhe. Mas o mesmo não se passa com a marinha mercante. Os navios de particulares são em número relativamente reduzido, o que obriga os Portugueses a recorrer sistematicamente a navios estrangeiros, nomeadamente holandeses, para fazer a distribuição pela Europa dos produtos que trazem da Índia e do Brasil.
Segue-se a descrição de algumas das principais batalhas e combates navais ocorridos nos cento e sessenta e cinco anos que decorrem entre 1415, data da conquista de Ceuta, e 1580, data da perda da independência.

                Saturnino Monteiro                
em «Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa»


Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa

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Última actualização: 19 de Setembro de 2001
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