Balestilha


Medindo os astros com a Balestilha

Há quem afirme que foram os portugueses que inventaram a balestilha. Seria uma inspiração do kamal, visto por Vasco da Gama na sua passagem pelo Índico. A origem do seu nome poderá ser balhesta, o mesmo que besta, a arma medieval, devido à sua semelhança. Também a derivação de um outro instrumento do séc.XII, o báculo de Jacob, usado em topografia e agrimensura tem sido discutido.

É constituída por uma régua de madeira, o virote, de secção quadrada e com três ou quatro palmos de comprimento, na qual se enfia a soalha que corre perpendicularmente ao virote. Para medir a altura de uma estrela visava-se por uma das extremidade do virote através de uma pínula e ajustava-se a soalha de modo que a aresta superior desta coincidisse com a estrela e a outra extremidade com o horizonte do mar. A leitura da altura do astro era feita no ponto da escala gravada no virote onde a soalha correspondente tinha ficado, isto porque a balestilha tinha três ou quatro soalhas, conforme a altura do astro a medir. Para medir o sol, a operação era feita de costas para o astro, para não ferir a vista. O observador espreitava ao horizonte pela tangente do virote deslocando a pínula, com orifício ou fenda, até que visse a sombra do extremo da soalha coincidir na pínula. A leitura era feita na escala do virote na posição da pínula.

Foi o primeiro instrumento a usar o horizonte do mar e apareceu após o astrolábio e o quadrante. Existe notícia do seu fabrico pelo menos até ao princípio do séc. XIX.