Quadro de Notícias

O que há de novo ...
Pretende-se neste secção divulgar novidades náuticas relevantes para os Associados e o que vai aparecendo de novo nas nossas páginas.
Se é um visitante regular deve começar por esta secção. Os Associados devem também ler as últimas afixadas no Quadro de Avisos.
Pode também consultar os Boletins Informativos ANC em formato Pdf.

Data Título Texto
01/08/2022

XXXIII Regata Atlantis Cup - Regata da Autonomia 1 a 7 de Agosto

Exmos,

 

Encarrega-me a Direção do Clube Naval da Horta de enviar em anexo o cartaz e o Anúncio de Regata da XXXIII edição da Regata Atlantis Cup - Regata da Autonomia. Desta forma pedimos a vossa melhor colaboração na divulgação desta emblemática regata.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Técnico de Gestão Desportiva
António Menezes Porteiro

 

Email: antoniomenezesp@cnhorta.org

Saiba mais sobre nós em www.cnhorta.org

Clube Naval da Horta, um mundo náutico à sua espera!

24/07/2022 a 12/08/2022

Cruzeiro de Verão ANC 2022 -Algarve - Andaluzia - Ceuta 24 de Julho a 12 de Agosto

Cruzeiro de Verão 2022 – 500 anos da I Volta ao Mundo à Vela

 

Caro Associado,

 

Publicamos em anexo o Programa Oficial atualizado, no seu original em Castelhano, que nos abstivemos de traduzir e que ainda poderá sofrer alguma modificação de pormenor.

Caso pretenda efetivar a sua participação, deverá rapidamente enviar um email para geral@ancruzeiros.pt com nome, nº de associado, telefone, email, nome da embarcação e número de tripulantes.

Estamos, em colaboração com a Associação 500 Anos, a ultimar os preparativos do Cruzeiro, nomeadamente custos e apoios, que serão enviados à lista de inscritos, juntamente com o pedido da documentação necessária para facilitar a chegada a cada porto.

Este será o último cruzeiro de Comemoração da I Volta ao Mundo à Vela iniciada por Fernão de Magalhães e terminada por Sebastião D’Elcano e, à semelhança das edições anteriores, vamos tornar este Cruzeiro uma grande festa de celebração do Mar, da Vela e da confraternização entre as várias tripulações.

 

A Direção

09/06/2022

Expedição Lusitânia - Suek: Etapa Recife - Salvador da Baia

A estadia no Recife foi agradável. O Cabanga Iate Club tem excelentes instalações e fomos recebidos sempre com muita simpatia. O único senão, foi termos estado na semana dos dilúvios, com chuvas fortes todos os dias, nalguns casos durante o dia todo o que impediu de lavar e secar convenientemente os barcos  por dentro.

Apesar disso, ainda tivémos um simpático almoço a convite do Real Hospital Português de Beneficência seguido de uma visita ás suas instalações, acompanhados pelo seu provedor. É uma obra notável, tem uma área de 130 mil m², conta com 2000 médicos,  5600 colaboradores, 28 salas cirúrgicas e realiza 1500 cirurgias por mês. Não imaginava o forte apoio e envolvimento que Portugal tem no Recife.

Ainda nessa tarde, tivemos também uma cerimónia solene com a deposição de uma coroa de flores junto ao monumento do Gago Coutinho e Sacadura Cabral, contando com a presença de várias figuras públicas do Recife, a marinha e a força aérea brasileira, cuja banda tocou o hino nacional dos dois paises.

De seguida, fomos convidados pelo Gabinete Português de Leitura do Recife, uma instituição gerida pela comunidade Portuguesa, situada num bonito edifício tradicional, para a inauguração de uma exposição sobre Gago Coutinho e Sacadura Cabral e onde houve também um porto de honra. No auditório decorreu a palestra sobre as alterações climáticas proferida pelo José Mesquita.

No dia seguinte, a convite do turismo vieram-nos buscar numa carrinha para darmos uma volta a conhecer o Recife e em particular a zona de Olinda.

O resto dos dias foram a aguardar que a chuva parasse, a fazer algumas reparações possíveis e compras para abastecimento dos barcos.

Tratámos também do processo de entrada no Brasil, que depois de várias peripécias, apenas resolvidas com a ajuda do vice consul de Portugal no Recife conseguiu ficar concluido. Apesar disso, não nos livrámos de uma multa de 100 reais cada um, por não termos tratado da entrada em Fernando de Noronha. Não o fizémos na altura, porque tinhamos recebido informação de que a entrada poderia ser tratada no Recife. Acontece é que quem deu essa informação não foi a policia federal que é a entidade responsável por estes processos...

Éramos para ter saido em direção de Salvador da Bahia na maré cheia de domingo, dia 29 de Maio, mas devido á chuva que impediu a marinha de nos vir dar os documentos de saida atendendo a que o Recife estava alagado devido ás firtes chuvas que estavam a ocorrer, acabou por se marcar a saida para o dia seguinte. Contudo, apenas dois dos barcos acabaram por sair. Os outros tiveram de esperar pela maré cheia do dia seguinte que só ocorreu na madrugada do dia 31 Maio, terça feira.

Este atraso deveu-se á necessidade de uma reparação urgente num barco onde após ter comprado um enrolador de genoa novo em Portugal, descobriu que foi mal montado quando ao abrir a vela na marina numa ação de rotina, a calha desconjuntou-se nos vários segmentos. Com isto, acabou também por rasgar a vela que era nova. Foi um dia inteiro para tirar o estai real, montar, fixar a calha e voltar a montar tudo.

Saimos assim com a maré das 04:30h da manhã, do dia 1 Junho, terça feira.
Sair de noite é sempre aborrecido, mas se juntarmos a chuva que caia não foi uma saida agradável. De qualquer das formas, correu tudo bem, percorremos o canal de acesso quase ás escuras com o José na proa a apoiar, confirmando o rumo a ir. Os outros barcos vieram logo atrás.

Chegados ao mar, havia pouco vento e muita ondulação, pelo que tratámos de nos afastar o mais possivel da costa. Como as previsões de vento apontavam para fora andámos um dia num rumo para sul para nos continuarmos a afastar e depois seguir rumo direto para Salvador. Durante a noite, não nos livrámos dos habituais aguaceiros com chuva e vento forte.
O resto dos dias, foi alternando entre vento fraco, outras vezes mais forte com a passagem das nuvens e sempre acompanhado de uma onda longa pelo través que fazia bater as velas com força.

Após mais alguns aguaceiros fortes, especialmente á noite, com nuvens escuras acompanhadas de vento, e outros periodos sem vento, chegámos á marina Porto Salvador no dia 3 de Junho pelas 14:30h locais. Os outros barcos que tinham saido um dia antes, já tinham chegado de manhã cedo.

Á chegada tinhamos uma simpática receção com vários elementos da marinha brasileira no cais da marina, tendo havido logo uma sessão de fotos. Entregaram-nos também um extenso programa de atividades que tinham preparado para a nossa estadia em Salvador, contando sempre com o seu apoio e acompanhamento.
Dia 8 Junho, quarta feira, se a meteorologia permitir, contamos largar amarras, desta vez com destino a Vitória, penúltima etapa da expedição.

28/05/2022 a 13/06/2022

Caminho Marítimo de Santiago

CAROS ASSOCIADOS E AMIGOS ANC

Com o objetivo de recriar, na costa portuguesa, a viagem da “Barca de Pedra” que, segundo reza a lenda, no ano 40 do primeiro milénio transportou o corpo do Apóstolo Santiago desde Jaffa na Palestina até Campus Stella na Galiza, está a ANC a apoiar a iniciativa da UPSTREAM e do FÓRUM OCEANO na realização de um evento promocional, que promoverá o arranque do projeto e será assinalado com – REGATA “CAMINHO MARÍTIMO DE SANTIAGO”, a realizar em finais de Maio, inicio de junho de 2022, aberto a Associados ANC de Portugal e de Espanha que assim se organizarão num Cruzeiro à Galiza. Poderá haver a necessidade de embarcar em alguns troços jornalistas nacionais ou estrangeiros especializados em Turismo Náutico.

Data Partida Chegada NM @5 kn (horas)
         
28-mai.-22 VRSAntónio Vilamoura 41 8
29-mai.-22 Vilamoura Lagos 26 5
30-mai.-22 Lagos Sines 77 15
1-jun.-22 Sines Cascais 49 10
3-jun.-22 Cascais Peniche/Nazaré 45 9
4-jun.-22 Peniche/Nazaré Aveiro 84 17
6-jun.-22 Aveiro Leixões 40 7
8-jun.-22 Leixões V.Castelo 31 6
10-jun.-22 V.Castelo Baiona 60 14
11-jun.-22 Baiona V.Garcia de Arousa 35 7
12-jun.-22 V.Garcia de Arousa Padrón 12 ? Navegável ?
13-jun.-22 Padrón Santiago 20 km A caminhar
         
17     500  

+ Informações Português

+ Informações Espanhol

Sobre este projeto daremos todas as informações aos interessados, queiram para isso contactar a ANC pelos meios usuais ou os abaixo indicados.

Paulo Murta Xavier / 938 162 625 / paulo.xavier@icloud.com

António Bessa de Carvalho / 916 616 753 / a.bessacarvalho@sapo.pt

26/05/2022

Expedição Lusitania - Suek - Resumo 2ª parte etapa 3 - Cabo Verde - Recife

Expedição Lusitania - Suek - Resumo 2ª parte etapa 3 - Cabo Verde - Recife

 

Dia 12 de Maio, ao cair da noite, o Suek e o Maião partiram do arquipélago de São Pedro e São Paulo, rumo a Fernando de Noronha. Não havia vento, pelo que iniciámos a viagem a motor. A meio da noite, apareceu o vento que se manteve até ao final da viagem, entre 13 e 18 nós, com picos de 20 quase sempre pelo través, levando-nos a fazer velocidades por vezes acima dos 6 e 7 nós. Foi uma constante da viagem, assim como o mar, agitado e desordenado, com ondas a baterem com força no costado.

Desta etapa, não houve muito a destacar, excepto o facto de ter um marco importante que foi a passagem do equador pelas 10:50h utc (08:50h locais) no dia 13 de Maio. Marca a entrada no hemisfério sul e a nossa primeira vez num barco á vela, pelo que ao almoço foi altura de comemorar com a abertura de uma garrafa de espumante francês que tinha trazido especialmente para esta ocasião.

Começámos a avistar os contornos da ilha de Fernando de  Noronha, ao longe, a meio da manhã do dia 15 de Maio. Á medida que nos iamos aproximando, ia ficando mais nitida, começando por se ver logo que o que se destacava, era a sua cor, toda muito verde, assim como o seu caracteristico pico.

Fundeámos na baia em frente á praia do porto de Santo António por volta das 14h utc, 12h locais.
Havia vários barcos amarrados a poitas, a maioria pertencente a empresas de atividades marítimo-turisticas, fazendo uma correnteza de barcos, todos alinhados paralelos á ilha. Não havia outros barcos á vela fundeados, tendo o Suek e o Maião ficado o mais próximo possivel do porto, a uma distância de segurança.
Almoçámos, enchemos o bote e fui a terra levantar dinheiro e ver as infraestruturas locais de apoio. Água, gasóleo, compras, etc. O Maião já tinha ido á frente fazer o mesmo.

Para água, havia uma torneira no porto junto ao chão onde podíamos encher bidons. O gasóleo tinha de ser na única bomba da ilha, que fica perto do porto, as compras na vila dos Remédios que é a zona central com restaurantes e "algum" comércio. Para levantar dinheiro tive de ir de taxi ao aeroporto porque era a única caixa multibanco disponível naquele dia.

No dia seguinte, chegaram os restantes barcos e fomos almoçar a uma das esplanadas da praia do porto, ficando depois lá grande parte da tarde a conversar.

Nos outros dias, além de abastecer os barcos com água e no caso do suek também de gasóleo, fizemos passeios pela ilha e parque natural, tendo inclusivamente num dia alugado buggys para uma volta completa á ilha.
O parque natural está bastante cuidado, com alguns acessos livres a praias, mas outros condicionados a marcação prévia e entrada controlada. Está tudo muito bem cuidado, tem passadiços de madeira e uma caracteristica comum a toda a ilha, que é o facto de não haver qualquer tipo de lixo espalhado pelo chão. Algumas paisagens sobre as praias e baias são deslumbrantes e talvez por nos encontrarmos na época baixa as praias têm pouca gente, algumas mesmo quase desertas.
Numa das noites, jantámos no restaurante do museo do tubarão, um espaço ao ar livre e com música ao vivo em que davam uma festa para celebrar o nascimento da lua cheia. O restaurante fica num alto, virado para o mar e assim que a lua nasce, como um olho enorme, dando uma claridade espelhada sobre o mar, as pessoas levantam-se e dançam celebrando o acontecimento numa animação que é incentivada pelo vocalista da banda de musica.

A marinha manteve o seu inesxedivel apoio á frota, tendo inclusivamente solicitado ao turismo a disponibilização de um carro a meio da semana para apoio no abastecimento do gasóleo do suek no transporte dos bidons e a compras de supermercado na vila dos Remédios a toda a frota.

Convidaram-nos também para nos juntarmos a um churrasco num bar com uma vista deslumbrante sobre uma praia, num evento que estava reservado para a marinha, e eu e o José Mesquita, como representantes da ANC e da Associação David Melgueiro, fomos convidados pelo almirante chefe do estado maior da armada do distrito que abrange Recife, Fernando de Noronha e Natal, para almoçar, juntamente com outros convidados, a bordo do navio-patrulha oceânico "Araguari" que se encontrava fundeado na ilha a dar apoio a ações de sensibilização de cuidados médicos á população.

No dia anterior a virmos embora, disponibilizaram através de uma empresa de atividades maritimo-turisticas um pequeno passeio de barco, para vermos do mar as principais praias e tomar banho numa baia com a particularidade de ter tubarões de uma espécie inofensiva.

Além de tudo isto, reafirmaram todo o apoio á frota, garantindo mais uma vez seguimento em toda a costa e portos brasileiros. Irão também aguardar a chegada da frota no Recife para garantir a entrada em segurança no Cabanga Iate Club.

Integrado nos eventos, o José Mesquita, fez uma palestra sobre o clima no centro de investigação marinha e biosfera de Fernando de Noronha (icmBIO) para representantes da marinha e do centro.

No dia 21 de Maio pelas 10h utc (08h locais), levantámos ferro e largámos rumo ao Recife. Sol, calor e um vento entre 13 e 16 nós com bolina cerrada. Previsão entre 2 a 3 dias.

Parecia ser uma das etapas fáceis e descontraidas, além de curta, face ás milhas que já percorremos.
Acontece é que acabou por não ser nada assim. Antes pelo contrário! Foi das mais duras e exigentes para os barcos e tripulações.
Aconteceu um pouco de tudo. Avarias em vários barcos, que incluiu uma genoa descosida, obrigando a vir só com a vela grande depois de algumas tentativas falhadas para montar genoas que outros barcos tinham de reserva. Outro barco teve uma entrada de água, num problema com o motor e que entretanto resolveu e outro teve um brandal interior que se soltou e que o obrigou a vir apenas a motor até ao Recife.

Numa das noites, apanhámos várias trovoadas, com chuva intensa, ventos fortes e variáveis e enormes clarões no céu que iluminavam o mar de uma ponta á outra.
O vento, as ondas e a corrente (cerca de 1 nó) eram de frente, mesmo pela proa no rumo para o Recife, o que obrigava a fazer bordos com abatimento, sem conseguir manter rumo direto.

Na tarde do dia anterior á chegada ao Recife, tinhamos acabado de almoçar quando o vento levantou rápidamente e extremamente forte. Havia várias nuvens na zona, pensávamos que fosse passageiro, mas manteve-se a tarde toda. Ventos grande parte do tempo acima dos 25, 30, 33 nós com picos que chegaram aos 37 nós. Iamos com a vela grande e a genoa rizadas, mas mesmo assim por vezes batiam furiosamente, sobretudo quando as ondas que entretanto ficaram enormes, adornavam mais o barco. Outras vezes batiam com grande estrondo no casco como se fosse um tiro de canhão, varrendo todo o convés. Era difícil manobrar e além disso o vento vinha da direção do Recife. Andámos assim, a fazer bordos, tentando progredir para sul, mas muito devagar na direção do Recife.

Entretanto, a força do vento era de tal forma, que um dos fechos do bimini começou a abrir, o que obrigou a ter de ir rápidamente colocar um cabo para o prender, o painel solar dobrável de reserva que ia preso em cima do bote (o bote ia virado ao contrário bem amarrado em cima do barco), começou a desprender-se e a querer "voar", obrigando a ter de lhe passar um cabo adicional, tarefa nada fácil com aquele vento, o barco a dar saltos como um cavalo selvagem que é montado pela primeira vez e as ondas a varrerem o barco. Reparámos também que a escota da genoa, pelo facto de ir muito rizada, prendeu-se num dos bidons de gasóleo que iam amarrados na balustrada do barco e com os sucessivos esticões, estava a soltá-lo. Assim, nova incursão á proa para soltar a escota. A adicionar a isto tudo, caia uma chuva torrencial com tanta intensidade e de tal forma com bátegas grossas que mal se via um palmo á frente. O barulho era enorme, não só pela chuva, mas pelo vento e as ondas a baterem no casco. Além disso, o suek por vezes voava da crista de uma onda, caindo depois na seguinte com grande estrondo.

Apesar disto tudo, o barco manteve-se sólido, sempre a navegar com piloto automático, excepto nas viragens de bordo que tinham de ser rápidas, caso contrário, o barco abatia e falhava a viragem.

Apesar de tudo isto, o mais complicado desta tarde, foi que um dos barcos no meio deste turbilhão de mar e vento e sem qualquer visibilidade, embateu contra um barco de pesca que estava parado sem AIS, no meio do mar a cerca de 15 milhas da costa. Bateu-lhe de raspão com a proa, tendo feito danos no verdugo, parte de cima do casco e luz de navegação. Aparentemente o barco de pesca não teve danos, os pescadores ficaram bem, continuaram na sua faina e o barco da expedição pôde seguir viagem.

Ao cair da noite, finalmente o mar e o vento abrandaram. Parecia que o vento tinha parado, quando na verdade estava nos 20, 21 nós..., mas com isso permitiu ir apenas com a vela grande e o motor, num rumo quase direto para o Recife.
Foi assim a andar toda a noite e no dia 24 de Maio, por volta das 10h locais, chegámos juntamente com o Laluna ao Recife. Ainda aguardámos juntamente com os outros barcos no cais comercial pelo estofo da maré e ao final da manhã entrámos no Cabanga Iate Clube. Á hora do almoço chegavam os dois últimos barcos que tinham vindo um pouco mais atrás.

A travessia do Atlântico sul desde Cabo Verde até ao Recife tinha terminado. Desde Lisboa tinhamos feito cerca de 3400 milhas náuticas e 200 horas de motor.
Agora é descer a costa do Brasil até ao Rio de Janeiro, tendo como próximo porto, Salvador da Bahia.

24/05/2022

AIFE tabelas de descontos acessorios e equipamentos

Caros Associados
 

Foi renovado e actualizado o protocolo entre a a ANC e a AIFE, relativo aos descontos a atribuir aos associados da ANC nos diferentes serviços e equipamentos pela AIFE comercializados, a fim de clarificar e ampliar a oferta actual.

Equipamento de Segurança/Catálogo de Segurança – Desconto de 15% - Catálogo AIFE Segurança - Catalogo-AIFE_web.pdf

Serviços de Manutenção a Equipamento de segurança – Desconto de 10% . Serviços | AIFE - Equipamento Náutico | Liferaft SA

 Equipamento Acessório para Embarcações – *Desconto de 25% - Catálogo AIFE Acessórios https://aife.pt/wp-content/uploads/2019/10/CATALOGO-ACESSORIOS-PRONAUTIC-ES.pdf

*Aplica-se em 80% dos 20.000 artigos que constam no catálogo, em algumas marcas o desconto só poderá ser de 20%, ou 15%.

 

Peças para substituição de motor – Desconto de 25% - Catálogo de peças de Motor Multimarca SIERRA - 2021 Sierra Catalog (seastarsolutions.com)

 

Na nossa sede seão colocados os catálogos acima referenciados na sua versão física para consulta dos associados, bem como uma ferramenta que permita rapidamente consultar os preços com o respectivo desconto.

A Direção

 

20/05/2022

Expedição Lusitania - Suek - Resumo 1a parte etapa 3 - Cabo Verde - Penedos S Pedro e S Paulo

Expedição Lusitania. SUEK - Resumo 1a parte etapa 3 - Cabo Verde - Penedos S Pedro e S Paulo

Saimos da marina do Mindelo no dia 3 de Maio ás 09:30h, com ajuda dos marinheiros para retirar os cabos de amarração que prendiam os cunhos da proa do Suek ás poitas da marina que estavam colocadas na água. Não havia muito vento, cerca de 10/12 nós, com algumas rajadas, pelo que a manobra fez-se sem grande dificuldade. Juntámo-nos na baia do Mindelo ao Anixa que tinha saido um pouco mais cedo para abastecer de gasóleo e largámos juntos. Como esperava vento no canal entre S. Vicente e St Antão, abri apenas a genoa, decisão acertada, porque assim que saimos da proteção da baia, o vento começou a soprar forte, sempre acima dos 20 nós e rajadas que chegaram aos 29 nós, juntamente com uma vaga forte, cheia de espuma. Ainda rizámos a vela e fomos assim até rondarmos o sul da ilha, onde por essa altura, o vento e a vaga acalmaram. A partir dai tivemos sempre um bom vento, entre 10 a 15 nós, que se manteve ao longo da noite. Por vezes subia um pouco mais, mas nada de preocupante. Andámos sempre próximo do Anixa, falávamos pelo vhf e combinávamos o rumo a seguir de acordo com as previsões do Predictwind. O Suek, para acompanhar a velocidade do Anixa ia só de vela grande, á popa arrasada com o preventer na retranca, a fazer velocidades entre os 5 e os 6 nós. Na manhã do dia 4 Abril, foi necessário o José fazer um pouco de leme, porque o plotter acusou o alarme de baterias com pouca carga. Situação estranha, porque apenas tinhamos consumido durante a noite 70 Ah e as baterias de serviços somam ambas 330 Ah. Por volta das 12h já estavam completamente carregadas pelos painéis solares assim que o sol apareceu com mais força. Abri também o painel solar dobrável de 120W de reserva para reforçar o carregamento.
A meio da noite do terceiro dia, foi necessário ligar o motor para carregar as baterias. Coloquei-o ás 1500rpm, o habitual para carregar (a esta rotação, o alternador começa a debitar 60 Ah) e dar também um andamento extra ao barco. Passado pouco tempo, notei um barulho de falta de potência do motor. Achei estranho, acelerei um pouco, mas o motor não passava das 1500rpm, mesmo que colocasse a manete do acelerador a fundo. Pensei logo nalgum problema do gasóleo que tivesse entupido o pré-filtro. Pareceu-me também alguma vibração adicional, pelo que poderia ser algo preso na hélice. Não forcei, as baterias já tinham carga até de manhã pelo que desliguei o motor e seguimos á vela.

De manhã o vento caiu completamente, ligámos de novo o motor e já nos pareceu normal, se bem que ás 1500/1700rpm só conseguiamos fazer entre 3,5 a 4,5 nós, menos 1 nó do que o habitual. Entretanto reparei em enormes manchas de sargaço que passavam junto ao barco, pelo que podia ter sido este o motivo das dificuldades da noite, caso se tivessem agarrado ao hélice. Continuámos a motor práticamente o dia todo, com conversas frequentes por vhf com o Anixa e depois com o Zalala que entretanto nos alcançou e se juntou a nós. Ao final do dia, começou a aparecer um vento fraco de cerca de 8 nós e decidimos içar o gennaker. Levar o saco para a proa, prender no enrolador, colocar a adriça, colocar a escota, içá-lo, procurando que não bata no radar, abrir e perceber que o ângulo de 120° não era favorável ao rumo, além de que o balão batia com força com o vento fraco e a vaga. Resolvemos cambar, para isso, enrolar o gennaker, trocar a escota para o outro bordo, abrir de novo a vela e ver que também não era boa opção. Enrolar, baixar, guardar no saco e depois colocar dentro do barco...

Optámos então por abrir a vela grande e a genoa em borboleta com pau de spi e preventer. Ficámos no rumo e iamos devagar mas andando á vela. O Anixa ao pé de nós tinha feito a mesma coisa. Primeiro gennaker, depois grande e genoa em borboleta.

Ao cair da noite, para não nos afastarmos muito do Anixa e porque estávamos a andar mais, decidimos recolher a genoa. Começámos a puxar o cabo do enrolador, mas ao fim de meia duzia de voltas o cabo prendia e a vela não enrolava.
Decidi ir á proa ver o que se passava, e o que vi não era nada de bom. O enrolador tem umas palas internas para segurar o cabo que permite enrolar/desenrolar a vela e uma das voltas do cabo tinha passado para fora da pala e por isso ficava preso. Tentei tirá-lo com as mãos, mas sem sucesso. O cabo estava em tensão e além disso o enrolador mexia-se com o balanço da vela. Voltei ao poço, abri a mala das ferramentas, tirei uma chave de fendas e voltei á proa, sentado com uma perna para cada lado do costado a tentar tirar o cabo. Ao fim de algumas tentativas, de novo sem sucesso, decidi desmontar a parte da frente do enrolador e dessa forma chegar melhor ao cabo e ás palas. Voltei ao poço, peguei numa chave sextavada que me pareceu ser a indicada e lá fui, de novo encavalitado na proa do barco com as pernas uma para cabo lado, empoleirado quase em cima da âncora, com ambas as velas abertas, a noite a chegar e eu com uma chave a desapertar os parafusos do enrolador, numa ginástica constante para não deixar cair nenhum á água. Consegui desmontar a parte da frente do enrolador, colocar o cabo no sitio e depois nova acrobacia para voltar a colocar os parafusos. Acabou por correr tudo bem, enrolámos a genoa e voltei para o poço para jantar o frango estufado com legumes que tinha feito durante a tarde. A noite decorreu com pouco vento, mas sempre á vela e sem percalços.

A manhã do quarto dia, foi passada no vhf com o Anixa e o Zalala. Sol, calor, humidade e cardumes de peixes voadores...
Por vezes de manhã temos de tirar alguns do convés já secos pelo sol, tarefa que faz parte das rotinas do dia.

O quarto e quinto dias, têm sido também de rotinas, sempre com bom vento entre os 10 e os 13 nós, por vezes subindo um pouco mais mas depois estabilizando. Banho de mar, limpezas a bordo, fazer comida já que temos mantido desde o inicio da viagem sempre duas refeições quentes a bordo, confecionadas em grande parte com grande ginástica face aos constantes balanços e guinadas do barco.

O Suek continua junto ao Zalala e ao Anixa pelo que continuamos a falar várias vezes durante o dia por vhf, para discutir as informações meteorológicas e o rumo. Durante o dia tive muitas dificuldades em descarregar os ficheiros grib do Predictwind e ver emails. O IridiumGo bloqueava constantemente e perdia a rede. Entretanto tirei-lhe a bateria, fez reset e a partir dai passou a trabalhar bem. As noites são passadas alternando os turnos no poço, a maior parte das vezes debaixo de um mar de estrelas deslumbrante que me deixa perplexo. São autenticas estradas de pontos brilhantes, alguns mesmo muito fortes, num código de figuras geométricas em toda a extensão do céu. Cheguei inclusivamente a ver estrelas cadentes, algumas com um longo raio de luz; simplesmente fantástico.

No dia 9 Maio, sexto dia de viagem tive a confirmação de que as baterias efetivamente têm problemas,  dai disparar o alarme de voltagem a meio da noite. Nada fazia supor, já que são de uma boa marca, nunca foram sujeitas a grandes descargas e têm 3 anos. Neste momento a sua capacidade útil está reduzida a 1/3, o que significa na prática de que apenas disponho de 50 Ah para os consumos da noite. Por esse motivo, vou ter de ligar o motor duas vezes cerca de 1 hora durante a noite para carregar as baterias. Durante o dia os painéis solares têm sido suficientes, garantindo 100% da carga.

Hoje, também coloquei a linha na água pela primeira vez desde o inicio da viagem. Ao fim de algumas horas, o carreto começou a fazer barulho e a linha a soltar-se. Peguei de imediato na cana, mas o carreto não tinha força para puxar a linha. A cana fazia imensa pressão e só não fui atrás dela porque a encostei ao cabo de aço do bimini. A partir dai foi uma luta de cerca de meia hora, em que só consegui puxar a linha com a mão, já que entretanto tinha calçado umas luvas com a ajuda do José. Puxava a linha, segurava-a na mão, dava umas voltas no carreto para a enrolar. Por fim, depois de um enorme esforço, banhado em suor, verifico que o que vinha agarrado era nada mais, nada menos, que um monte de sargaço. Retirei a amostra, guardei a cana e a pesca ficou suspensa por 24 horas...

Continuam a ver-se enormes manchas de sargaço e cardumes de peixes voadores. O que nunca mais vimos desde que saimos de Cabo Verde foram golfinhos, até á data nem uma vez apareceram.

O calor é enorme, assim como o grau de húmidade, que nos mantém  encharcados em suor durante o dia. Á noite, refresca e fica uma brisa agradável, permitindo fazer as noites em calções e t-shirt, se bem que dentro do barco, mantém-se um calor insuportável já que não se pode abrir as janelas com risco de entrar água.

Continuamos próximo do Zalala em rumo paralelo para os rochedos. É muito agradável, já que permite irmos falando por vhf. O dia foi de vento fraco, mas permitiu ir andando á vela, amanhã contamos que caia, esperemos que não muito.

Entretanto, o Anixa foi ficando para trás e está agora a cerca de 30 milhas. Mas vamo-nos certamente encontrar todos de novo quando o vento cair na zona dos doldrums.

Dia 10 de Maio, chegámos á zona onde a instabilidade meteorológica é enorme, com periodos de algum vento, habitualmente fraco, passando de repente para vento forte, muitas vezes acompanhado de chuva, coincidindo com a passagem de nuvens negras carregadas de vento e chuva.
Habitualmente dura pouco tempo, apenas durante a sua passagem e o vento logo de seguida cai completamente. Foi assim o dia, a falar por vhf com o Zalala que ia á nossa frente, cerca de 12 milhas e com o Anixa que ia mais atrás a cerca de 15 milhas. Apesar das nuvens que iamos controlando pelo radar, a tarde acabou por ser calma, com uma grande parte a motor. Durante o dia tivemos a visita de uma borboleta e ao final da tarde, uma cagarra dava voltas ao Suek e planava num voo razante junto á água. Subia e descia, dava uma volta e voltava a repetir, com enorme tranquilidade, numa harmonia que não demonstrava qualquer sinal de esforço. Também pela primeira vez, apareceram os golfinhos. Eram vários, deram algumas piruetas junto ao barco e depois desapareceram de forma tão rápida e silenciosa como tinham aparecido. Continuava bastante calor, uma brisa suave e a água do mar a 29,6°, de acordo com uma informação transmitida pelo Zalala, já que o termómetro do Suek avariou.

A noite de 10 para 11 de Maio prometia ser calma, a motor, sem vento, num mar chão com luar e céu carregado de estrelas. E assim foi, durante o turno do José! Quando o rendi, sentei-me no poço com as costas recostadas e as pernas estendidas sob o banco a observar as estrelas e a pensar que faltam cerca de 24h para chegarmos aos Penedos. Passado algum tempo, senti uma aragem adicional nas pernas, olhei para o anemómetro e sopravam 9 nós reais com um ângulo de 60°. Fantástico; era vento!
No radar não havia nuvens em cima do Suek, apesar de estar bastante salpicado de manchas, mas todas ainda um pouco longe. Abri as velas, desliguei o motor e por momentos senti o enorme prazer de deslizar a 5 nós sem o ruido infernal do Volvo. Não durou foi muito tempo! O vento começou a subir rápidamente, 15, 17, 18 nós, o céu tornou-se preto e começaram uns salpicos de chuva. De imediato, rizei a genoa, depois a vela grande e de novo um pouco mais a genoa, porque num abrir e fechar de olhos estávamos debaixo de chuva forte com picos de 26 e 27 nós de vento. A "borrasca" apareceu tão rápida e tão forte, que o José que dorme tranquilamente todas as noites e não acorda com nada, apareceu á porta do poço para ver o que se passava. Aquilo durou cerca de 1 hora, o vento uivava furiosamente, ora vinha até aos 21, 22 nós como subia de novo para os 26. No final começou a ficar mais tempo nos 17, 18 nós e depois baixou, até cair, ficando apenas uma chuva que durou até ao inicio do dia.
A manhã estava nublada, mas quente e encontrámo-nos com o Zalala que tinha parado a aguardar por nós.  Com os dois barcos com os motores desligados, tomámos um banho de mar com água a 29,6°, aproveitando também para um compasso de espera para que o Anixa se aproximasse de nós.

O mar estava espelhado, apenas com uma ondulação longa que fazia lembrar ao longe as dunas ondulantes de um deserto, mergulhámos em pleno oceano, num mar com um azul imenso de uma tonalidade que não consigo descrever. Simplesmente uma sensação de imensidão, suspensos por cima de um abismo azul.

Chegámos aos Penedos de São Pedro e São Paulo ao nascer do dia. Primeiro o Zalala um pouco mais á frente de nós, a cerca de 5 milhas. Duas horas depois chegou o Anixa. A meio da manhã chegou o Maião, o Laluna a meio da tarde e o Arnika no dia seguinte por volta das 10:30h.

Não havia possibilidade de fundear, porque apenas existem os rochedos e logo depois um mar profundo. Desta forma,  desligámos os motores e a pairar, tomei um banho de mar na popa do barco. De novo a fantástica sensação refrescante do imenso azul. O skipper do Zalala fez o mesmo, mas um aspeto curioso é que ele á hora do almoço, resolveu também tomar um banho de mar, nessa altura já com a marinha brasileira junto de nós. De imediato, saiu uma comunicação do navio patrulha via vhf a dizer que os banhos estavam interditos devido á enorme quantidade de tubarões que existiam na zona. Que não havia registo recente de ataques, mas era para prevenir... Pudera, desde o Gago Coutinho e o Sacadura Cabral, só nós os dois é que nos devemos ter banhado naquelas águas...

Assim que o Maião chegou, juntámo-nos ao barco da marinha brasileira, o navio patrulha "Guaiba", que nos recebeu via vhf com uma simpática mensagem de boas vindas. Andámos depois á volta dele enquanto tiravam fotografias e preparavam os bidons com gasóleo para abastecimento da frota. Eram bidons com 50 litros, grandes e pesados pelo que o abastecimento no Suek foi bastante difícil. Valeu a ajuda de um dos marinheiros brasileiros que subiu a bordo e ajudou na operação. Utilizo uma bomba que é apenas um tubo e por gravidade permite passar o gasóleo do bidon para o depósito. Acontece é que como o bidon era grande, o tubo de sucção não chegava ao fundo e para não perder o gasóleo, os últimos litros foram tirados com o marinheiro a verter o bidon para um funil ligado a um tubo para dentro do depósito do barco. Era um litro dentro, meio litro por cima de mim e do barco... enfim, lá se conseguiu e o Suek ficou reabastecido para Fernando de Noronha.

Entretanto, a marinha brasileira convidou as tripulações a visitar o navio, algo que só um tripulante de um dos barcos aceitou em virtude da forte ondulação e corrente que existiam na zona. Da parte da tarde ofereceram a todos os barcos um conjunto de livros sobre os oceanos, e organizaram uma visita aos Penedos , tendo sido para mim, um dos momentos altos desta expedição, talvez até o mais relevante. Vieram-me buscar ao Suek num bote, tendo sido necessário depois fazer o transbordo para outro bote mais pequeno de um barco de pesca que dá apoio aos Penedos. A entrada é pelo meio de um canal estreito no meio das rochas com o mar a bater e a entrar constantemente entre os rochedos e com muitos remoinhos. Depois de passar essa zona faz uma ligeira curva para a direita e entra-se numa pequena enseada tendo ao fundo uma escada de ferro por onde subimos para um passadiço de madeira que nos leva á casa. A casa está construída em cima da rocha, assente em pilares feitos de rodelas de cimento. É pequena, tem cozinha, quarto com camaratas e uma zona de arrumos. O melhor, é um espaçoso alpendre com bancos corridos de madeira. Fomos simpaticamente recebidos pelos residentes, 3 investigadores e um elemento da marinha brasileira responsável pelo posto. Os rochedos são uma colónia de caranguejos com carapaças de cores vivas e pássaros com um enorme bico afiado e que nos tentam picar á nossa passagem. Para subirmos ao farol que fica praticamente ao lado da casa, tivemos de ser acompanhados por um dos residentes que levava um pau para que eles mordessem furiosamente enquanto nós passávamos. O bico além de forte e afiado também é rendilhado...

Conversámos sobre a vida nos Penedos, uma das investigadores está a fazer um doutoramento sobre tubarões e faz periodicamente turnos de 15 dias desde 2015. Extremamente simpáticos, disponibilizaram inclusivamente o acesso wifi para podermos telefonar via whatsapp. Tivémos sorte com o dia, estava calor e apesar do mar bater com força nos rochedos e a água saltar por cima das rochas, disseram-nos que era o dia mais calmo que tinham desde há bastante tempo. Confidenciaram também que a visita da expedição tinha sido muito boa, porque tinha dado destaque aos Penedos e ao trabalho que faziam. Para nós foi um momento especial conhecer um sitio tão exótico, no meio do oceano e onde ninguém consegue ir sem autorização especial e apoio.
Saimos dos Penedos de novo no meio do mar agitado, guiados pela pericia do pescador entre as rochas e os remoinhos. Ao cair da noite, o Suek e o Maião partiram para Fernando de Noronha, próxima etapa da travessia, enquanto que o Zalala, Anixa e Laluna ficaram a pairar durante a noite á espera do Arnika para seguirem depois todos juntos até Fernando de Noronha.

Acabámos por chegar juntamente com o Maião a Fernando de Noronha no dia 15 de Maio pelas 14:00h utc, mas essa parte será contada na parte 2, juntamente com a travessia até ao Recife e que concluirá esta etapa.

FM

Amanhã, dia 21 Maio de manhã a frota sairá de Fernando de Noronha para o Recife.

27/04/2022

Expedição Lusitânia Diário de Bordo do Suek - 1ª Etapa Lisboa - Gran Canaria

1ª Etapa Lisboa - Gran Canaria (Las Palmas) 3 a 10 de abril 2022
 
Saída de Belém no dia 3 de abril (dom) pelas 12h, integrada no festival aero-naval. Para evitar a  depressão que se registava ao sul de Sagres no rumo para a Madeira, com ventos e mar fortes, a frota decidiu fazer uma paragem em Sines para aguardar melhoria do tempo. Com esta paragem, decidiu-se depois fazer rumo direto para Las Palmas nas Canárias, sendo também a 1ª paragem da travessia de Sacadura Cabral e Gago Coutinho.
 
O vento na ida para Sines estava de feição, NE e E, constante entre os 11 e 15 nós num dia com sol, levando o SUEK com velocidades sempre acima dos 5 nós e picos de 7,5 nós. Chegada ao cair da noite pelas 21:30h.
 
Esta paragem intermédia de um dia em Sines, acabou por ser muito importante para as tripulações se conhecerem melhor e afinar em conjunto os processos com a utilização do IridiumGo. No final do dia, jantar num restaurante típico de Sines com algumas das tripulações e a simpática companhia do comandante e do imediato do NRP Polar, da Marinha Portuguesa.
 
Horas motor na saída Lisboa = 1.945,4 h / chegada a Sines = 1.947,9 h (2,5 h).

No dia 5 abril (ter), saímos de Sines  pelas 10:30h. O dia tinha amanhecido chuvoso e a meio da manhã ainda caia uma chuva miudinha e praticamente não havia vento.

Mar com vaga desencontrada, tendo o vento subido ao início da tarde para moderado do quadrante N. O tempo continuava encoberto, mas a chuva tinha parado. Zalala destaca-se na frente, os outros mais atrás sendo que o Arnika e o Nimbus iam mais junto á costa.

A travessia decorreu sempre com ventos médios a moderados de popa até ao dia 9 (sáb) em que à hora de almoço o vento caiu e obrigou a ligar o motor durante o resto do dia e noite, até chegar a Las Palmas no dia seguinte.

A primeira noite no mar com o vento e mar desencontrado foi desagradável, tendo inclusivamente ficado indisposto. Começámos os turnos ás 21h com intervalos  de 3 horas, situação que se manteve até ao final da etapa. O José das 21h-00h, o Fernando 00h-03h, José 03h-06h, Fernando 06h-09h. No dia seguinte, a indisposição passou, sem nada de mais a registar. 

As refeições eram com a comida já cozinhada trazida de casa. O José preparava com um acompanhamento feito na altura. Lombo de porco assado, croquetes e empadas de carne, carne picada á bolonhesa. Muitos legumes..., 2 pacotes de salada, 1 kg de cenouras, 500gr feijão verde, brócolos...

Nas bebidas essencialmente água. Durante a etapa, eu e o José bebemos no total 4 cervejas minis...

Grande parte da travessia foi feita com as velas montadas em borboleta com a ajuda do pau de spi. O pau preso com amantilho, gaio e preventer  a meia nau. Desta forma, permitia um grande controlo, incluindo rizar ou recolher a genoa mantendo o pau de spi sempre montado.

A vela grande sempre aberta com preventer na retranca, sendo necessário cambar várias vezes, algumas a meio da noite, obrigando nesta manobra mudar o cabo do preventer para o outro bordo tendo por isso de ir á proa (com colete e arnês)... uma das melhorias em Las Palmas vai ser preparar cabos adicionais para os ter sempre prontos em ambos os bordos.

No dia 8 (sex), tivemos a notícia da desistência do Nimbus devido a problemas técnicos e que iriam complicar a continuação da viagem até ao Brasil.

Todos os dias havia troca de mensagens entre barcos para indicação de posição e outras informações. Emails para família e download de informações meteorológicas do Predictwind. Sistema lento, mas fantástico! Gribs diários com informação do vento e vaga com as previsões a baterem certo com o que se observava.

Nas informações diárias entre barcos com o IridiumGo, além da posição, o La Luna II partilhava também a ementa gourmet do dia...

Inicialmente, houve alguma dificuldade no envio da posição para o MRCC que nos estava a fazer o acompanhamento através das funcionalidades do followme@sea, tendo-se por esse motivo, passado a enviar a posição diariamente por email. Foram sempre impecáveis com contactos diários no acompanhamento da frota. Um bem haja!

A noite de 8 (sex) para 9 abril (sab), foi a mais difícil. Tínhamos a previsão da subida do vento e mar, mas íamos a andar muito bem com grande e genoa em borboleta com pau de spi. Pensámos rizar ou tirar a genoa á hora do jantar, mas as condições ainda estavam boas e decidimos manter, reavaliando a situação na mudança de turno das 00h. Por volta das 23:30h, acordei com uma guinada e inclinação forte do barco que não era normal.  Neste momento, o José chamou-me a pedir ajuda, porque num salto de vento associado a rajada forte acima dos 20 nós, o barco orçou e a genoa ficou aquartelada a apanhar o vento do lado contrário. Com isso, o barco rodou, tendo também a grande ficado aquartelada devido a estar presa com o preventer. Desta forma, o barco ficou parado, atravessado ao vento e ás ondas. Conseguimos enrolar a genoa e tive de ligar o motor no máximo para conseguir rodar o barco e colocar a vela grande no lugar. A seguir rizámo-la e fomos apenas com esta vela o resto da noite sempre a andar bem, por vezes ainda fazendo picos de 8,5 nós.

O José, entretanto, foi descansar e por volta das 04h vejo no AIS dois barcos exatamente em cima do nosso rumo. Um pela proa, outro pela popa. O da popa ainda vinha longe e o da proa estava a 14 milhas com uma velocidade de cerca 9 nós. Decidi aguardar um pouco para ver o que fazia e a 10 milhas de distância como não alterou o rumo, decidi contactá-lo por rádio. Depois de alguma insistência, responderam, disse-lhes que eramos um barco á vela e estávamos em rumo de colisão e perguntei se nos estavam a ver para garantir um rumo seguro.
Perguntaram de novo o nome do nosso barco e disseram que não nos viam... insisti, indicando que aparecia no AIS. Pediram algum tempo, depois contactaram a dizer que sim, que nos viam e que iam alterar o rumo para passarmos seguros. Agradeci e voltei ao plotter a seguir o barco, quando começo a ver com alguma surpresa que começou a andar aos "ss". Rumava para um lado, depois para o outro e sempre sem sair do nosso rumo... percebi, entretanto que a dificuldade dele deveria ser o cargueiro que vinha na nossa popa. Neste caso, o SUEK ficava no meio dos dois barcos e ele desviando-se já muito tarde ficava em risco de colisão ora com o SUEK, ora com o outro. O tempo estava a passar, os barcos cada vez mais perto e continuava tudo na mesma sem grandes alterações. Alterei então o nosso rumo, orçando cerca de 30° para que ele percebesse bem a manobra que estava a fazer. Desta forma, o SUEK começou a afastar-se ligeiramente do rumo dele.
A partir dai, o navio também começou a manobrar para nos passar pela popa. Passados cerca de 10min os três barcos cruzaram-se, o SUEK que tinha saído da sua rota inicial para "fora" e os dois cargueiros que passaram roda a roda. Depois de corrigido o rumo, o resto da noite a andar bem, sem mais incidentes. 

A última noite, de 9 (sáb) para 10 (dom), foi sempre a motor, sem vento, mar chão. De manhã, a ver-se o contorno das Canárias ao longe, tudo tranquilo, ETA prevista para as 14 UTC. Chegada à Marina do Real Club Náutico de Gran Canária ás 15h UTC.

Total 1ª etapa (Lisboa-Canarias)

Distancia: 750 NM

Motor: 33,4 h
 
27/04/2022

Expedição Lusitania - Suek - Etapa 2. Canárias (Las Palmas) - Cabo Verde (Mindelo)

2ª Etapa - Canárias (Las Palmas) - Cabo Verde (Mindelo) 16 a 23 de Abril 2022

Saímos da marina do Real Club Náutico de Las Palmas no dia 16 de Abril pelas 09:30 para ir atestar de gasóleo, tendo iniciado depois a viagem ás10h com o depósito e jerrycans atestados. O dia estava nublado, inicialmente sem vento e com ondas altas e curtas que tornavam o andamento desagradável sobretudo indo a motor. Assim que nos afastámos do porto, apareceu o vento e içámos a vela grande. Passado algum tempo o vento subiu, chegando a picos de 27 nós. Nessa altura e apenas com a vela grande chegámos a fazer 8,5 nós de velocidade real. Chegados á ponta da ilha da Gran Canária, ficámos á sombra das montanhas, provocando por esse motivo uma súbita caída do vento o que nos obrigou a afastar mais para o largo, navegando mais próximo do Anixa II, que após contacto pelo vhf soubemos que tinha vento.

Os quatro primeiros dias praticamente não têm história. Simplesmente chatos! Isto porque houve sucessivas faltas de vento o que obrigou a andar várias horas e noites inteiras a motor e a maior parte das vezes com uma mareta curta e desencontrada, Nada que não estivesse nas previsões que tínhamos visto, mas confesso que mesmo assim esperava mais vento. Também por isso é que saímos dois dias mais cedo, para garantir que chegávamos a Cabo Verde a tempo, já que a partida de Las Palmas só estava prevista inicialmente para o dia 18 de Abril. O único aspeto a destacar eram as inúmeras visitas dos golfinhos, que apareciam de vez em quando, dando algumas piruetas e reviravoltas junto ao barco. Depois desapareciam de repente e voltavam mais tarde.

Também perdemos contacto com os outros barcos, ainda ouvi o Arnika chamar o Anixa II pelo vhf, eu respondi, mas eles não me ouviram. A partir dai, só trocas de emails através do IridiumGo.

No dia 19 (terça), pousaram no Suek três andorinhas do mar e um pássaro muito bonito cheio de cores que não consegui identificar na altura, mas que depois me disseram ser um guarda rios. Pousaram na traseira do bimini e ali foram ficando o dia todo. Ainda chegaram a pousar no varandim e na escota da genoa, mas elegeram como poiso preferido o bimini. Tentámos dar-lhes água mas não quiseram. Ao final da tarde, uma das andorinhas e o pássaro mais colorido foram-se embora. Dos outros dois, um deles entrou para dentro do barco e pousou na rede da fruta que se encontra pendurada a meio do salão. Enxotei-o para fora, mas continuaram por ali. Entretanto percebemos que foram dormir para o poço, aninhados no canto onde ficam os comandos do piloto automático. De manhã, um deles estava morto e o outro também acabou por morrer um pouco mais tarde. Soube depois pelos outros barcos que lhes aconteceram situações idênticas.

Na madrugada de quarta feira, dia 20, o vento apareceu e a partir dai foi sempre á vela com ventos a rondar os 10, 12 nós. As ondas continuavam altas e por vezes desencontradas, deixando um efeito de "parafuso" que o Suek ia compensando com o piloto automático ora para um lado ora para o outro. via-se também alguma carneirada e ao final da tarde fazia frio.

Ainda na quarta feira, há hora do almoço, tínhamos acabado de abrir uma cerveja sentados no poço, para comermos pão com queijo como entrada, quando veio um golpe de vento repentino bastante forte e do lado oposto. Como íamos com a vela grande presa com preventer e a genoa aquartelada com o pau de spi, foi imediato ficarmos com as velas a receber o vento pelo lado contrário e o barco parado. Largámos o pão e o queijo..., enrolámos a genoa, ligámos motor, metemos o barco aproado ao vento, cambámos e rizámos a vela grande. A partir dai seguimos com a genoa rizada, presa no pau de spi no mesmo bordo da vela grande e a fazer entre 4 e 6 nós.

A noite de 20 para 21, (quarta para quinta) foi passada a corrigir o rumo face ás constantes mudanças de direção do vento. No meu turno, ainda foi necessário enrolar a genoa e cambar a vela grande. De manhã cedo, ainda mal o sol tinha nascido, estava o José no final do seu turno quando uma onda bateu no casco na zona da alheta e a água saltou toda por cima do poço. Por sorte, tínhamos o toldo montado, o que evitou ter-se molhado. Contudo, como um dos fechos da porta estava aberto ainda molhou uma parte do cobertor que tínhamos posto para nos taparmos.

Entretanto, já o vento tinha subido para cima dos 20 nós e o mar estava uma confusão com ondas de popa e algumas desencontradas pelo través que faziam um barulho seco ao baterem com força no costado. O piloto automático pela primeira vez desde o inicio da viagem, mostrava que não gostava do que se estava a passar, dando muitas voltas e chegando mesmo uma vez a ficar em standby. Como as baterias já estavam a começar a acusar a utilização da noite, com uma tensão de 12,6v e o sol estava encoberto, acabei eu por fazer leme durante uma parte da manhã, pela primeira vez desde o início da viagem. Desta forma permitia controlar melhor o rumo, dar algum descanso ao piloto e começar a recuperar as baterias com o sol a aparecer com mais força, se bem que a manhã estava fria, o céu parcialmente encoberto e o convés do barco todo molhado devido ás ondas.

A meio da manhã voltou ao piloto automático, o sol já era mais forte e o vento tinha amainado um pouco. O mar é que continuava de mau humor, rebentando ondas mesmo ao nosso lado e até debaixo do casco, levantando o Suek por uns tempos na crista, embalando-o depois com mais velocidade para depois o deixar quase parado na cava. A seguir vinha outra onda e a dança continuava. Foi assim praticamente todo o dia. Ao almoço, fizemos feijoada pela primeira vez, que acompanhámos com um vinho tinto e deixámos a ideia de começar a pescar para o dia seguinte...

Neste momento, estamos praticamente a dois dias de chegar a Cabo Verde e as previsões mantêm-se com o mesmo vento e mar.

A noite de 21 para 22, quinta para sexta, foi talvez a mais tranquila que tivemos. O vento na ordem dos 12 nós, manteve-se numa direção constante pela alheta, dando um rumo direto para Cabo Verde. A lua já estava em quarto minguante, mas mesmo assim quando não estava encoberta pelas nuvens ainda deixava transparecer uma boa luminosidade. Claro que já não era o holofote que nos tinha habituado á umas noites atrás, mas mesmo assim muito agradável. As condições de vento mantiveram-se durante todo o dia, continuamos a fazer uma média de 5,5 nós, que só não foi superior, porque o mar com a alta ondulação cruzada não deixava. Continua o efeito de máquina de lavar, com constantes subidas e descidas, modo "parafuso", obrigando a uma atenção constante para fazer seja o que for se não quisermos voar de uma ponta á outra. Ainda por cima, há um set de ondas periódico que provoca um adornar ainda mais forte. O Suek é que continua a responder com a maior descontração e tranquilidade, mantendo-se inabalável no seu rumo com o piloto automático. Até agora tem comprovado a fama que tem, de ser um barco robusto e bastante estável. Nunca nos deu qualquer sensação de insegurança ou fragilidade mesmo nalgumas das situações em que as condições de mar e vento eram mais duras.

O dia, apesar de alguns períodos encobertos, manteve-se com sol, o que permitiu ter as baterias completamente carregadas ao inicio da tarde. Continuamos a trocar as posições entre os barcos que têm o IridiumGo e onde alguns até aproveitam para partilhar a ementa do dia...

A última noite, de 22 para 23, foi feita a andar com bom vento, quase sempre constante entre os 17 e 19 nós. Ao nascer do dia o vento caiu, ligámos motor, e mantivemo-nos assim praticamente até chegarmos a S. Vicente. Ainda alternámos com alguns períodos de vela, mas o mar forte e desencontrado, com pouco vento, fazia com que as velas batessem constantemente com força, o que além de desagradável podia provocar danos,

Chegámos ás 15h á marina do Mindelo, precisamente á mesma hora a que tínhamos terminado a 1ª etapa na Gran Canária. Parámos no posto de combustível, abastecemos de gasóleo e depois com "muita ajuda", colocámos o barco com a proa amarrada a duas poitas e a popa com dois cabos ao pontão. Fazer a manobra com o forte vento lateral de proa, não é tarefa fácil, mas correu tudo bem. Depois foi lavar e arrumar o barco, tomar banho e ir jantar num agradável restaurante junto à Marina, com música ao vivo e com a companhia da simpática tripulação do Anixa II.

Cumprida a segunda etapa, a próxima, já será com escala em Fernando Noronha, no Brasil.

 

Total 2ª etapa (Canárias-Cabo Verde)

Distância: 903,2 NM

Motor: 65 h

15/04/2022 a 17/04/2022

Cruzeiro de Pascoa a Valada 2022

Cruzeiro a Valada 15,16 e 17 de Abril

 

A Associação Nacional de Cruzeiros, vai organizar durante as férias da Páscoa em conjunto com a escola Treino de Mar, mais uma subida do Tejo até VALADA, pelo que se convidam os Associados e amigos a integrarem este cruzeiro. Esperamos proporcionar a todos os participantes momentos agradáveis e, assim, contribuir para um convívio são entre as gentes do mar.

 A ANC faz as seguintes recomendações para que mais uma vez o Cruzeiro a Valada corra na normalidade:

  1. Os interessados em participar neste evento devem inscrever-se e indicar o número de tripulantes. As inscrições podem ser feitas diretamente na sede, ou por  email para o endereço geral@ancruzeiros.pt.
  2. Fazer uma leitura atenta do Roteiro do Tejo, publicado pelo n/companheiro Dr. José Gomes. Os participantes deverão sair em grupo, manter o rádio em escuta no Canal 72 e terem em atenção a hora das marés, a diferença das marés entre Lisboa e Valada e a altura das marés no período em que decorre o Cruzeiro.
  3. Para a subida no dia 15, a largada será às 10h00, frente à Doca de Alcântara (Espanhol), estando prevista a chegada a Valada pelas 16h00, a uma velocidade média de 5 nós mais a velocidade da corrente.
  4. As embarcações não devem entrar em Valada à noite.
  5. Ainda no dia 16, há a possibilidade de se fazer um jantar de grupo no restaurante bar Tejo, sendo para isso necessário fazer previamente as reservas e a escolha da ementa. Assim, devem indicar o número de pessoas e a ementa pretendida até ao dia 12 de Abril, contactando diretamente a ANC ou por email geral@ancruzeiros.pt.
  6. A saída de Valada será no Domingo dia 17 pelas 07h00 da manhã. No Domingo dia 17 aconselhamos a encostar a Alhandra ou V.F.Xira almoçarem e partirem para Lisboa pelas 17h00+-.

 Informações Importantes:

 Chamamos a atenção para a possível existência das habituais redes de meixão no Tejo e para a necessidade de respeitar rigorosamente o canal de navegação e as indicações do roteiro.

Quem não quiser cozinhar a bordo tem também o recentemente renovado Restaurante Campitejo assim como o Marioral Zé, tendo em atenção que por vezes é preciso encomendar. Recomendamos também o Restaurante Escaroupim com marcação por telefone 263 107 332.

Mais informação sobre Valada pode ser obtida no seguinte link:

https://www.cm-cartaxo.pt/Mun/JuntasFreguesia/Paginas/Valada.aspx

Maré Lisboa e Vila Franca: