Quadrante

Usado pelos navegadores portugueses pelo menos desde o séc.XV, o quadrante, de origem mais remota que o astrolábio, era um instrumento de madeira ou latão empregado para tomar alturas de astros.

Tinha a forma de um quarto de círculo tendo numa das arestas rectilíneas duas pínulas por onde se enfiava o astro. Um fio de prumo era fixo ao centro do arco e interceptava o limbo graduado em graus de 0 a 90. O astro era visado pelo lado onde estavam marcados os 90º. A posição da linha de prumo indicava na graduação a altura do astro.

Para facilitar a leitura mais rigorosa do limbo graduado do quadrante de forma a atingir fracções mínimas da menor divisão da escala, arranjou Pedro Nunes um dispositivo com o nome de nónio. O problema para a época, que era a divisão e as respectivas escalas num espaço tão pequeno como quadrantes ou mesmo astrolábios, fez com que fosse pouco usado.

Assim, para se obter a medida deste ângulo hipoteticamente entre 29º e 30º, lê-se, na escala onde o prumo intercepta a recta que une os 29 e os 30 graus, o valor de 29.6º. Para um entendimento imediato do princípio do funcionamento de um nónio, escolheu-se este exemplo simplificado, já que o nónio de Pedro Nunes dividia uma escala em 44 partes!

Princípio do Nónio

(este caso indica 29.6 graus)

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