Sextante


Sextante

Em 1757, Campbell, um oficial da marinha inglesa alarga o arco do limbo do octante para 60º, nascendo assim o sextante. Mas foram precisos ainda mais vinte anos até que Tomaz Godfrey, um vidreiro de Filadélfia, lhe aplicasse dois espelhos dispostos de forma a coincidir as imagens de dois astros qualquer que fosse a distância a que se encontrassem, para que o sextante substituísse finalmente com vantagem o octante.

Até aos nossos dias foram aparecendo pequenas modificações de melhor adaptação ao uso corrente. Sem dúvida, de salientar a adaptação de um horizonte artificial aperfeiçoado pelo Almirante Gago Coutinho e usado em 1922 na travessia aérea Lisboa/Rio de Janeiro. Já em 1733, Hadley, depois de ter apresentado o octante, publicou a descrição de um instrumento para medir alturas de astros sem o horizonte visível, recorrendo a um nível curvo.

Até ao aparecimento do GPS o sextante era um instrumento primordial em navegação. Na marinha de recreio há quem pense, erradamente, que já não é necessário. Convém no entanto não perder o treino no seu uso, já que ,apesar de toda a panóplia tecnológica, este método é por enquanto o único infalível de obter a posição. Desde que haja Sol ...

O sextante é formado por um suporte metálico, normalmente latão ou outro metal mais leve e rígido ou ainda mais recentemente de plástico, com a forma de um sector. Em torno do centro move-se a alidade cujo extremo se desloca sobre um limbo graduado em graus com um dispositivo de fixação. Neste extremo da alidade existe outro dispositivo que pelo princípio de Vernier permite leituras até ao segundo com grande precisão. Solidário com a alidade move-se o espelho grande. Fixo ao sector encontra-se o espelho pequeno, que de facto é apenas meio-espelho sendo a outra metade de vidro transparente. No extremo oposto do sector encontra-se a luneta enroscada no colar. Em ambos os espelhos encontram-se justapostos vidros coloridos que servem de filtros aos raios solares.

O funcionamento do sextante é simples. O objectivo é medir um ângulo entre dois objectos. Pega-se firme o instrumento e visa-se o horizonte através da luneta e movendo a alidade temos de levar a imagem reflectida do astro a coincidir com a imagem do horizonte visada directamente. Se o astro visado é grande, como o sol ou a lua, a coincidência com o horizonte faz-se pelo limbo (borda) superior ou inferior do astro. A alidade indica no limbo do sextante o valor do ângulo medido.

Como instrumento de grande precisão, deve ser tratado com cuidado. Existe no entanto um erro que é preciso levar em conta nas leituras. Ao levar a alidade ao zero da escala, verifica-se algumas vezes que as imagens (directa e reflectida) não estão devidamente alinhadas, devido à falta de paralelismo de ambos os espelhos. Neste caso devemos mover a alidade até que a coincidência se verifique. A diferença então lida na escala, tem o nome de erro de índice e deve-se aplicar em todos os cálculos para corrigir o valor do ângulo lido. Se este valor for muito elevado convém afinar os espelhos ou mandar fazê-lo numa casa da especialidade.

Ao contrário do que somos levados a pensar nem sempre se medem alturas de astros. Em navegação costeira podemos também medir a altura de um farol para calcularmos a distância até ao mesmo ou ainda ler o ângulo entre dois objectos na horizontal para cálculos semelhantes.

peças e princípio de funcionamento

 

 

coincidir pelo limbo do astro

erro de índice

 

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