Sagres II

O Navio-Escola Sagres foi construído em 1937/38 nos estaleiros de Blohm & Voss, de Hamburgo, tendo recebido o nome Albert Leo Schlageter. É o terceiro de uma série de quatro navios que incluía Horst Vessel (actual Eagle da Guarda Costeira dos E.U.A.), o Gorch Foch (actual Tovarich da armada da Ucrânia) e um outro casco, nunca concluído nem aparelhado. Um quinto navio, o Mircea foi propositadamente construído para a marinha romena. O aparelho do navio não concluído encontra-se no actual Gorch Foch, navio-escola alemão construído em 1958, de acordo com os mesmos planos. Este facto atesta bem o valor das qualidades náuticas dos navios construídos vinte anos antes.
Durante a Segunda Grande Guerra, o navio embateu numa mina quando efectuava uma missão de transporte de tropas no Báltico, tendo recolhido aos estaleiros do porto de Bremerhaven onde foi capturado pelas forças americanas, em 1945.
Em 1948 o navio foi cedido pelos E.U.A. ao Brasil tendo sido incorporado na respectiva armada com o nome Guanabara.
Em 1962 Portugal adquire-o ao Brasil para dar continuidade às missões que de há muito vinham sendo desempenhadas por um veleiro idêntico chamado Sagres, nome que lhe viria a ser atribuído posteriormente.


Por vezes a N.E. Sagres é erradamente apelidada de Sagres II, pois este é o terceiro navio-escola com o mesmo nome. Na realidade o primeiro foi uma corveta em madeira, construída em 1858 em Inglaterra, que armava em galera. Fundeada no rio Douro serviu como navio-escola, para alunos marinheiros, entre 1882 e 1898. O actual N.E. Sagres arma em barca e é mundialmente conhecido pelas cruzes de Cristo vermelhas que traz desenhadas nas velas redondas, tornando-se num verdadeiro ex-libris do navio. As cruzes eram usadas nas velas dos navios portugueses do séc. XV, símbolo da Ordem de Cristo.


A figura de proa representa a figura do Infante D. Henrique o grande impulsionador dos descobrimentos portugueses. Desde 1962 o N.E. Sagres efectuou todos os anos viagens de instrução, excepto em 1987 e 1991, devido a paragens relacionadas com a sua modernização. Alias foi em 1991 que o motor original foi substituído e montado a bordo um dessalinizador. Este facto, a par do ar condicionado montado em 1993, muito contribuiu para a melhoria das condições de habitabilidade.
Para além das viagens de instrução, o N.E. Sagres tem como missão a representação de Portugal, e da marinha portuguesa, funcionando como embaixada itinerante. Cumprindo as suas missões já efectuou, inclusive, duas circum-navegações, em 1978/79 e 1983/84 e outras viagens de duração superior a oito meses, tendo já visitado 45 países e 113 portos, perfazendo mais de 400.000 milhas e 21 passagens pelo Equador. Nas duas voltas ao mundo o navio passou o Canal do Panamá. Em 1992 participou na Regata Colombo e em 1993 visitou o Japão pela terceira vez, passando pelo Cabo da Boa Esperança e fazendo escala em Cape Town na África do Sul.
Em 2000 a N.E. Sagres participou nas comemorações do V Centenário da Chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, apoiando a frota de veleiros da ANC dessa viagem comemorativa que acompanhou a N.E. Sagres durante todo o percurso de Lisboa até ao Rio de Janeiro.


A Sagres em Salvador durante as comemorações
do V Centenário da Chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil

Cabos em manobra   Escaler   Roda de leme   Soltar o pano
Cabos em manobra   Escaler   Roda de leme   Soltar o pano

Características:

Deslocamento: 1725 t (máx. 1869 t)
Comprimento: 89.5 m
Comprimento à linha de água: 70 m
Boca: 12 m
Pontal: 7.55 m
Calado: 5.5 m
Altura do mastro: 45.1 m
Área vélica: 1935 m2
Motor Diesel: 1.000 CV
Velocidade: 9 nós
Guarnição:
9 Oficiais
17 Sargentos
113 Praças
63 Cadetes (51 masculinos e 12 femininos)

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